sexta-feira, 19 de julho de 2013

SALVAÇÃO OU EUTANÁSIA?


 
 
Neste circo em que se transformou a nossa vidinha política, o que mais admiro são os acrobatas. Aqueles que fazem a roda, flik-flak à frente e atrás, mortais e quejandos e acabam por aterrar sempre de pé ! Estou em crer que são arraçados de felinos!  Possivelmente hienas, mas felinos ( por amor da santa não me digam que as hienas são não- sei- o- quê e como tal não podem ser considerados felinos! Pró que interessa são e acabou-se!).

Entre estes artistas circenses há dois que de facto são de craveira internacional. Atrevo-me mesmo a dizer de craveira Mundial e do Além!! São eles o Dr. Portas e o professor Cavaco, mais conhecido por estas bandas como o Sr. Silva.

Os homens fazem trinta por uma linha, amuam, têm amores e arrufos, ódios de estimação ( salve Saramago!) e no final escapam ilesos , impolutos e não raras vezes ainda conseguem esta proeza de saírem em ombros pela porta grande!!!

É preciso muita ginástica!

Nas últimas semanas temos assistido a um verdadeiro campeonato de contorcionismo político.

Começou com o Gaspar e acabou no Silva passando pelo sempre temperamental Portas.

O primeiro saiu quase de fininho. Podia ter-se estatelado não fosse o aparecimento de outro acrobata que, com um mortal encarpado, desviou todas as atenções.  Caiu de pé, como sempre e esteve quase a subir ao pódio.

Eis senão aparece o Professor Cavaco, homem que de contorcionismo percebe como ninguém , que num golpe de mágica, zás , ripa-lhe do tapete e lá vai o Portas pelo ar. Ao que se sabe ainda não aterrou pelo que se desconhece se irá cair novamente em pé ou se é desta que se esborracha de vez.

Campeão de audiências, Cavaco Silva mais uma vez disse o sim e o seu contrário, sacudindo a água do capote com a fantástica ideia dum Governo de Salvação Nacional , seguido de eleições antecipadas. Digam lá se isto não é dum contorcionismo espantoso? Mais: o dito governo seria composto pelos partidos do chamado arco governativo e que tinham subscrito o memorando da Troika. Quer isto dizer que os cidadãos que elegeram os deputados dos restantes partidos ficam de fora deste esforço de guerra. Pergunto-me se isto é democracia…

Mas pior um pouco: num belíssimo floreado, o nosso PR consegue , não só amarrar o PS como ainda colocar todo o ónus da crise nos três partidos os quais, nas suas doutas palavras,  serão julgados pelo povo.

Algumas considerações acerca deste nó górdio:

Primeiro o PS não pode ser o bombeiro de serviço neste caos. Assinou efectivamente o memorando, mas ao que sei as medidas implementadas por forma a, mais que cumpri-lo ultrapassá-lo , são da exclusiva responsabilidade deste governo do qual os Socialistas não fazem parte. Por esta razão e como é natural, tão pouco estiveram nas diversas conversações das diferentes avaliações.  Na minha terra quem faz a borrada é quem a limpa.

Segundo se será o povo quem irá soberanamente ( e como sempre ) julgar os seus governantes para quê esta fantochada^? Afinal as eleições vão mesmo ocorrer antecipadamente.

O mais curioso é que o Zé Povinho achou esta medida e este discurso do PR fantásticos. “ Amarrou os partidos todos, ora toma “ . Bem , o “toma” é uma bela imagem do Bordalo mas acontece que neste caso é feito para nós mesmos!

Se de facto queria resolver a situação e não empurra-la com a barriga mais uma vez, o sr. Silva tinha aceite a remodelação governamental ( a tal limpeza da coisa….!) e antecipava as eleições tal como quer. Isso sim, dava uma hipótese a este governo emendar a mão e depois colocava o veredicto nas urnas.

Once and again deitou a bomba e pôs-se a andar. Ainda pensei que fosse novamente para o Pulo do Lobo, mas não, desta vez vá de ir para as Selvagens em  comunhão com a natureza.

Grande acrobata!

Mas isto é inveja de quem, como eu, teve sempre negativa a Educação Física!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O SENTIDO DA VIDA







Compro por semana dois jornais: O EXPRESSO e o SOL . Dois semanários portanto e eu trato-os como tal , ou seja levo uma ou mais semana a lê-los.

Não porque seja lenta mas porque nem sempre me apetece e por vezes tenho ataques de fúria contra  tanta falta de rigor ( jornalístico ou não ), tanta aldrabice, tanto lodo!

Passados uns dias a coisa acalma e é com outro espírito que leio e digiro.

As revistas essas ficam durante ainda mais tempo num canto da mesa do pequeno almoço e cada um lá as vai desfolhando enquanto trinca as torradas e bebe o chá.

Hoje calhou vir-me ter à mão a TABU de 5 de Julho.  

Tenho um pecadilho: gosto muito de todos os Saraivas e leio-os com imenso prazer , chamem-se José Hermano  ou José António. Como dos dois apenas este último me faz companhia e me pode ainda surpreender (  espero que por muitos e longos anos), fui direitinha à pág. 72.

O artigo intitulado DEPRESSÃO; SOLIDÃO E ABANDONO , faz um retrato  exacto e colorido da sociedade portuguesa dos anos sessenta e compara-a com a dos nossos dias, terminando com um parágrafo que me fez pensar : “ Dir-se-á que assim sem amarras de família ou religião as pessoas são mais livres. Serão. Mas pelo que observo , muitas são também mais infelizes- porque se sentem sós e deixaram de saber o que andam aqui a fazer”.

Ora nem de propósito tinha acabado de assistir ao lançamento dum livro de Luís Portela – SER ESPIRITUAL : DA EVIDÊNCIA À CIÊNCIA  e que está no topo dos livros da minha cabeceira.

O autor ( que conheci também através duma das revistas dum destes jornais) tem a coragem de nos falar de algo tão vago e ao mesmo tempo tão concreto , como seja  alma, ou espirito, ou energia , aquilo que nos torna eternos e unos com o UNO. E que é isto de UNO? Bem chamemos-lhe o que quisermos: Deus, Alá, Grande Arquitecto…o TODO para o qual o homem naturalmente tende.

O que andamos aqui a fazer e porque nos sentimos mais do que sós, desamparados, perdidos, nus? 

Fazendo a junção da análise dum e da reflexão do outro acredito que todos nós fomos feitos para sermos felizes. Estamos nesta Terra , neste Mundo para aprendermos a ser e a fazer os outros felizes. A sermos perfeitos, a contermos as nossas paixões , a desbravarmos o ser imperfeito a que muitos chamam de pedra bruta.

Acredito nesta coisa da evolução. Não apenas da evolução que se consegue numa vida mas a evolução que dura o tempo necessário à aprendizagem de cada um a ser HOMEM, ser humano, irmão de toda a humanidade. Não me parece que seja objectivo que se consiga numa única vida! Tão pouco sou daqueles que encaram a reencarnação como uma coisa óptima , um eterno retorno. Acredito nela mas tomo-a como  etapa dum percurso que será tão mais longo e penoso quanto menor for a capacidade de aprender.

Vou ler o livro e logo vos digo!

 

P.S. ( nos blogues há P.S.? Olha no meu há. Afinal sou eu quem manda !) – Pensavam que ia falar do discurso do PR e quejandos, não era? Nop. Já há muito tempo que não discuto B .D. e muito menos Comics. Quando muito de Enki Bilal para cima! Bem… com um toquinho de Manara para apimentar a coisa.

 

terça-feira, 9 de julho de 2013

L´´ETAT C'EST LUI!









Estou aqui um bocadinho baralhada. Quantas pastas tem o Vice-Super-Primeiro Ministro Paulo Portas?!

Aparentemente todas !

Fica com a Economia e com a diplomacia económica o que desde logo esvazia fortemente a competência do Ministro designado para os Negócios Estrangeiros. Logo na prática continua a gerir  a pasta que já possuía.

As negociações com a Troika passam a ser feitas também por ele, tarefa que estava a cargo do Ministro das Finanças. Resultado: a ministra empossada e contra a qual o rapaz tem ali um parti pris que ainda não se entendeu, foi comida de cebolada ( salvo seja, coitadinha!).

Na Agricultura pouco se fala, mas é do conhecimento geral que o homem sabe da poda como ninguém e de mar então nem se fala!!!

Forças Armadas e Administração Interna também domina com o á vontade de quem gosta de disciplina e fardas.

Concluindo temos o governo mais pequeno que há memória desde os idos do Salazarismo.

One man band! E basta!!!!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

ÓPERA BUFA





 

 

Tenho um adversário político ( sim que inimigos só dos outros. Só me faltava tê-los também por ideologias!) que desde o dia , ou melhor noite dumas célebres eleições em que lhe vaticinei uma vitória mal grado a minha desilusão, chama-me de “pitonisa”.

É nome que não me agrada. Soa assim a bruxa de nariz enorme ( e quem me conhece sabe que tenho um trauma com o meu apêndice facial!) e desgrenhada ( aqui não há volta a dar-lhe: é comigo mesmo!) , mas a verdade é que nestas coisas da política e quejandos acerto sempre. Pena que o mesmo não possa dizer dos jogos da Santa Casa. Enfim, cada um é para o que nasce, está visto!!

E o Dr. Paulo Portas nasceu para prima donna!  Eu não dizia que o homem a estava a preparar? Nada como um grande finale numa ópera bufa!!

Só que a saída de cena que estudou para se tornar grandiosa, inesquecível ( aí foi em cheio!!) , pode bem ser que o tenha levado direitinho ao fosso da orquestra!!

Corridas as cortinas do primeiro acto, a malta , espectadora impassível e pagante , aguarda a continuação do enredo.

A quem vai calhar  o papel de protagonista?

Ao PR? Só se for de múmia ou de mudo!

Do meu modesto ponto de vista , caso tivéssemos Presidente da República este tinha duas opções: ou criava um governo de salvação nacional  o mais transversal ou independente de partidos possível ou dissolvia o Parlamento. Se isto não é uma crise digam-me lá o que é? Por muito menos arrumou com o Sócrates. Apenas porque se sentiu ofendido porque não sabia do PEC IV antecipadamente.

 

Ao ainda PM? Bem ao que se diz por aí o homem canta bem. Mas lá que não nos alegra , não!

Que lhe resta fazer? OU arruma as botas e au revoir, coisa que já disse que nem morto , ou atira com o interesse nacional para o colo do Paulo portas e este que se avenha com a criança.

Em qualquer dos casos Paulo Portas e o CDS saem carbonizados desta fogueira de vaidades. Portas porque ficará com o ónus de traidor à Pátria , que abandona o barco ( evidentemente que não é o primeiro, veja-se o Barroso .). O CDS porque ou o apoia e contribui para o que nos querem fazer crer ser a hecatombe, ou lhe retira o longo reinado e mantem o apoio parlamentar ao governo.

Seja qual for o desenrolar da peça , temo que se mantenha em cena tempo demais.

Agora … subam a cortina. Vai começar o segundo acto.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

R.I.P.








 

 

 

 

Com o humor que lhe é característico, Woody Allen afirmava que em relação à morte só tinha uma opinião: era contra!

Quer-me parecer que se fosse possível opinar sobre o inevitável, todos teríamos a mesma opinião.  Mas esta é a única questão que não aceita  plebiscito nem está a votação. Existe , encontra-se no fim da linha de todos e de cada um de nós e pronto!

Tento ter perante este facto incontornável uma atitude o mais positiva possível, mas nem sempre consigo.

A morte só é aceitável quando natural. Pode ser revoltante quando acontece demasiado cedo ou quando vem de maneira aparentemente evitável: um acidente estúpido , uma distracção, um erro de diagnóstico. Mas é aceitável. Para uns estava escrito num livro algures na biblioteca do além e com o título de destino. Para outros é uma fatalidade, um mal que não se pôde evitar.

Destas tenho tido , infelizmente, alguns casos próximos. Duma forma ou outra tento reprimir a revolta que me assola pelo vazio que a partida dos que amo me deixa.

Mas a que mais me revoltou , a que não aceito , a que me pôs completamente fora de mim , foi a morte dum quase desconhecido.

 Um indigente, sem abrigo, que  fizera duma caixa de multibanco daquelas fechadas, a sua casa. Todos os dias de manhã enrolava os seus pertences por detrás da porta e ia à sua vida. Vida sem rumo, mas vida. Não se metia com ninguém, nem tão pouco era violento ou insultuoso. Débil de cabeça, quem sabe fruto da bebida e das agruras da vida, lá ia pedindo aqui e ali um cigarrito, fazendo uns biscates…

No bairro todos o conheciam. Uma senhora mais caridosa, cuidava-lhe da roupa, autorizava-lhe o balho semanal, dava-lhe de comer  e geria-lhe o pouco dinheirito que tinha.

Certo é que o homem , embora com aspecto de sem-abrigo, tinha um ar minimamente limpo e o lugar onde pernoitava não estava nauseabundo como acontece por vezes nos lugares mais públicos.

Na noite de S. João no Porto o Valter foi morto!

Agredido a pontapé e a soco, deixado no seu próprio canto, agonizante, foi descoberto pela primeira pessoa que, ao levantar dinheiro estranhou vê-lo ainda deitado. Resultado de noite de folia pensou. E foi então que viu o sangue .

O Valter foi assassinado sem misericórdia e sem sentido. Gratuitamente, apenas pela diversão duma noite de festa. O Valter não terá direito a inquérito policial e os seus assassinos ficarão impunes.

Morreu como viveu: um despojo da sociedade, anónimo, descartável.

Esta é uma morte da qual sou completamente contra! Sobretudo porque será esquecida!

 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

PLURAL MAJESTÁTICO










Se há coisa que me põe completamente fora de mim é ouvir os nossos políticos, com um ar misto de párocos de aldeia e mestres-escola, dizer que gastámos acima das nossas possibilidades, que vivemos como se fossemos um país rico e que agora o resultado está à vista.
Iluminem a minha ignorância: estamos a falar de quem? Seguramente não dos portugueses em geral!!! “ Ai e tal... havia crédito para tudo, para casa própria , para carros, até para férias “. É verdade sim senhor! Mas não acredito que tenha havida mais do que meia dúzia que tivesse intenções de não cumprir com o acordado. Nenhum português contraiu dívidas e créditos com o intuito prévio de não pagar. Salvaguardem-se algumas desonrosas excepçõe,s mas aí estamos a falar de montantes elevados e que, no lavar dos cestos, acabam por ser perdoados enquanto os restantes, os tais que viviam acima das suas possibilidades, pagam o pato!!
Contraiam-se créditos porque não havia um único banco que não os  impingisse até à naúsea. Os mesmos que depois criaram um buraco do tamanho duma cratera nuclear e a quem o governo, solicitamente, decidiu acudir à custa do contribuinte. O tal que se portou mal porque não se contentou em ser  pobrezinho mas honesto.
Os mesmos bancos que ( já repararam?) antes atribuiam juros , minúsculos é certo, às contas à ordem e hoje cobram taxas para utilizarem ( porque está visto que o fazem) o nosso dinheiro.
Sou só eu que acho isto duma anormalidade sem paralelo?
Quando o(s) governo(s) usam o plural só o podem estar a fazer utilizando o plural majestático. A mesma figura de estilo que o Sr. Silva usa quando se refere a si próprio na terceira pessoa .
E depois acham estranho a contestação na rua???
Não sei quais os números da greve mas sei que muita gente não aderiu, não porque estivesse satisfeita com a situação, mas porque não se pode dar ao luxo de perder um dia de vencimento.
Se querem a minha opinião devíamos voltar às greves de zelo! Está claro que aí não se podiam esgrimir números nem cantar vitórias. Mas tenho a certeza que seria mais eficaz uma semana de greve de zelo – picar o ponto e cruzar os bracinhos – que milhares de pessoas em manifestação e aos gritos nas ruas. É que além de autistas, os nossos políticos são surdos que nem portas!
Quem sabe ouvirão melhor se um dia a malta decidir fazer outra revolução vermelha! Só que desta vez certamente não será de cravos!!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

BALÕES DE AR







BALÕES De economia, creio já tê-lo dito, sei tanto como de fusão a frio. E quanto mais vejo e ouço menos quero saber! Parece-me uma daquelas ciências ocultas que precisam de muita fé e de muitos “ despachos” e “serviços” para funcionar. Decididamente não é a minha praia!
Mas sei de contas e de bom senso ou não tivesse, como qualquer português que viva do seu salário, de gerir a casa e a família , cada vez com mais furos apertados no garrote.
È por isso que não me entra na cabeça nem me faz sentido esta medida de adiar o pagamento dos subsídios de férias em nome da austeridade e da recuperação económica.
Vamos cá ver uma coisa: é ou não verdade que um sector importante da nossa economia é o turismo? E por turismo não estamos apenas a referirmo-nos a unidades hoteleiras mas também a bares , restaurantes etc etc.
Se bem que o tempo e a situação não estejam de feição para grandes festas, um pequeno desafogo significaria um  movimento, mesmo que ligeiro, no sector.
Estou mesmo a ver os burocratas de serviço, os meninos das jotas que nunca fizeram nada a não ser uma carreira partidária e que, na sua grande maioria, viveram de mesada ( choruda está claro ) dos paizinhos, a contraporem que o que faz mexer o turismo não é a economia interna . Ó gente de vistinhas curtas!!!! Leiam Churchill meus caros. Leiam o que disse quando a Inglaterra estava em guerra ( e nós ESTAMOS em guerra, não tenhamos dúvidas) e teve que planear medidas de austeridade sérias : “ Corte-se em tudo menos na cultura “ E por cultura queria abranger lazer. Porque ninguém trabalha a toque de chicote e tambores! Pelo menos já não!
Quando ao homem se retira tudo até o sonho, o desespero pode levar a medidas extremas e violentas. Aprendam com o que vêm nas ruas doutros países, já que para lerem clássicos, tratados de gestão ou de política já vão tarde! Isto partindo do pressuposto que algum dia leram alguma coisa que se visse.
O subsídio de férias era um incentivo, um pequeno balão de oxigénio, uma ténue luz num túnel que parece não ter fim. Para muitos era a forma de pagarem e acertarem contas vencidas, para poderem levar a família a um restaurante, uma ida à praia, um gelado numa esplanada…
A cereja no topo do bolo vem agora pela voz daquele que muitos dizem ser o sucessor de Pedro Passos Coelho à frente do PSD: o dr. Rui Rio. Ora venha o diabo escolha e já agora leve! Então não é que este senhor, com a mesquinhez e a visão salazarista que tem ( “ cultura é entretenimento e isso não tem que ser suportado pelo Estado nem pelo município” disse o senhor numa conferência há tempos atrás respondendo  a uma questão que alguém lhe colocou ) ameaça acabar com o feriado do S. João no Porto???? Mas há coisa mais sem nexo??? Quero acreditar que se trata duma gaffe das muitas a que o dr. Rio nos tem habituado, caso contrário temo que não termine o mandato de boa saúde! É que o Porto não é só uma Nação! É gente de pêlo na venta, meus caros!
Não sei quanto mais tempo estarão as ruas desertas de gente indignada, desesperada, disposta a tudo. Mas os tempos estão chegando. Não tenham dúvidas!