Mostrar mensagens com a etiqueta Europa; Crise; Economia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Europa; Crise; Economia. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A EUROPA JÁ ESTÁ A ARDER?








Ao que conta a História, Adolf Hitler, quando tudo se revelava irremediavelmente perdido, terá perguntado ao exército se Paris já estava arder, numa política de terra queimada.

Foi esta a frase que me assaltou ontem ao ver as imagens de Londres , a cidade que desde o grande incêndio tem pânico de fogo e que nos últimos dias ( noites) tem estado a arder.

Não são imagens novas as que têm feito abertura dos telejornais desde há dois dias. Já as tínhamos visto anteriormente num cenário diferente: França viu-se a braços com uma onda semelhante e o mesmo aconteceu à Alemanha embora aqui a situação tenha tido um controle mais rápido e eficaz.

Vimo-las mais recentemente nas ruas da Grécia, se bem que neste caso os analistas afirmem que foram questões de índole ideológica e política que estiveram na base dos conflitos.

Seja quais forem as teses que se encontrem para explicar o fenómeno desta violência urbana que avassala a Europa, não se pode negar que existe um padrão comum: Jovens, na sua maioria segundas e terceiras gerações de imigrantes, vivendo em bairros guetizados, desintegrados socialmente e a quem as medidas de austeridade impostas pela grave recessão que grassa pelo Mundo , atinge particularmente, saem para as ruas em protesto contra uma autoridade que não reconhecem e desafiam.

Não restam dúvidas que existe um claro aproveitamento por parte de gangs que entretanto se foram constituindo nestes bairros e que a coberto de alguma contestação social ( que - não nos esqueçamos - começa por regra de forma pacifica.) aproveitam para vandalizar, pilhar e até ajustar contas entre si e as forças de segurança, levando um protesto legitimo a resvalar para uma verdadeira batalha campal.



A Europa duma forma geral, sofre do mesmo síndrome : a culpabilização histórica. Como tal a tendência é confundir a tolerância com o paternalismo e aceitar práticas que vão contra a nossa cultura, os nossos princípios e muitas vezes a nossa própria lei , em prol dum liberdade de culto, de cultura e de etnia.

Resultado: não criamos políticas de integração e fomentamos o aparecimento de verdadeiros guetos.

A Europa já está a arder sim. O rastilho foi ateado e o alastrar do ferro e fogo é uma questão de tempo.

Aliás, se estivermos atentos conseguimos já sentir no ar o cheiro a pólvora.



quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O ADEUS À EUROPA

Tenho cá para mim que os " pais fundadores" da Europa unida devem estar aos trambulhões nas tumbas com o rumo que uma ideia fundamentalmente humanista, acabou por tomar.
A união da Europa, relembremos, teve na sua génese o ideal da Revolução Francesa. Pretendia-se criar um lugar de Liberdade Igualdade e Fraternidade que frutificasse como farol para todas as civilizações.
Exangue, após duas grandes guerras,  tudo a que aspirava era à reconstrução e à paz.
Evidentemente que o factor do crescimento económico e da criação duma zona  económica comum,  estava nos planos iniciais da construção da união. Mas era um factor colateral, não primordial.
E foi a centralização do objectivo europeu no pilar da economia que ditou o fim da UE. Sim porque alguém tem dúvidas de que  a Europa unida está a prazo? Eu não tenho! Aliás concluo com mágoa que tinha razão quando nas minhas aulas de Geopolítica e nos artigos que escrevi anos atrás dizia que uma Europa que não defina uma politica externa comum, um sistema social igualitário e um sistema de defesa, estava destinada a fracassar.
A União Económica e Monetária, saudada como El Dorado numa sociedade internacional  em pleno crescimento económico, é agora, poucos anos transcorridos, olhada como a alavanca da derrocada europeia. Não se construiu a Europa Social e como tal a Europa Económica estava condenada à partida.Não é possivel uma união  a várias velocidades, sob pena de criarmos situações de tirania mais opu menos evidente dos mais fortes sobre os mais fracos. A Europa " periférica" a Europa do Sul precisava de ter sido mais acompanhada no seu crescimento a todos os níveis e sobretudo ao nível social. Não me refiro à atribuição de fundos e subsídios mas sim a uma verdadeira solidariedade que passa pela responsabilização dos diferentes interlocutores no processo de desenvolvimento. E por favor não me venham falar com perda de soberania nacional! Ao aceitarmos integrar uma União a alienação de parte de soberania era inevitável. Mas um acoisa é aliená-la em parte com consciência e tendo em vista um bem maior - a construção da Nação Europeia. Outra coisa é desbaratá-la em vão como aconteceu.
À Europa resta pouco tempo de vida. Pergunto-me quanto tempo nos resta a nós como país plenamente soberano.