terça-feira, 21 de maio de 2013

BACK IN BUSINESS AGAIN








De vez em quando dão-me uns vipes e desapareço! Zango-me com o blogue, com a escrita, com a opinião.


" Que se lixe! A malta fala, fala, escreve e rescreve e isto não muda!!Vou mas é ver a Guerra dos Tronos que sempre é ficção!"

Mas fico a remoer , a observar, e o espírito vai enchendo -se de indignação, de raiva, de tristeza mas também de alegria, ternura, prazer. .. E é quando já não é possível conter o que me vai na alma que extravasa e... pimba! Back in Business Again!



E como estamos na Primavera ( dizem!) e esta é uma boa altura para estabelecer propósitos de nova vida, comprometo-me a um post diário. Vamos lá ver se consigo manter a disposição por muito tempo!...

Mas um blogue é isto mesmo: um diário digital, um jornal só nosso e dos ( poucos) que nos lêem. Como tal... Here we go again!



Ah sim e um grande bem haja a quem me deu o “pontapé de re-saída” ( salvo seja!!!)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

OS BUFOS







Somos um povo fantástico!!! Não entendo quem se diz envergonhado da sua condição de português! Sou portuguesa e tenho um ENORME orgulho nisso! Orgulho-me da nossa História, do nosso passado recente e deste presente que vivemos com a garra ,a dignidade, a fibra que nos definem como povo.


Que não se iluda quem confundir tal atitude como passivismo, ou mesmo frouxidão! A tolerância é-nos bem conhecida, sabemos esperar, mas temos em nós a tenacidade que não recua perante nada e uma vez lançado o rastilho da revolta , levamo-la até ao fim!

Mas como não há bela sem senão, temos os nossos defeitos para os quais olhamos com alguma complacência chegando mesmo a intitulá-los como “ desporto nacional” como se fossem assim coisa de somenos importância, algo que nos dá prazer sem consequências, uma forma de passarmos os tempos livres, uma actividade de fim de semana. Refiro-me à maledicência e à inveja.

Se bem que não possa generalizar-se, estes dois defeitos nacionais tendem , caso não lhe ponhamos cobro rapidamente, a tornarem-se em cancros metastizados um pouco por toda a parte.

E tal como a malfadada doença física, também estes se detetam primeiro nos órgãos principais. Começa pelos lugares de chefia ou diretivos e vai por aí fora sentando-se no hemiciclo com o à vontade de quem já tem lugar cativo. Ele é o “diz que disse”, o esgravatar na vida particular dos outros até à quinta geração por forma a encontrar qualquer esqueleto no armário, nem que seja o do periquito ao qual se torceu o pescoço aos três anos!

Paralelamente surgem, como se fossem cogumelos, os bufos.

Lembram-se deles? Aqueles tipos sebosos que ouviam aqui e iam de imediato levar a informação a quem pagava ou protegia? Recordam-se? Ah! Pensavam que tinham desaparecido, enterrados com a Velha Senhora que por acaso sempre foi um homem? Pois bem não foram!

Durante alguns anos estiveram inativos, sub-reptícios, sossegados à espreita da oportunidade para verem a luz do dia novamente.

E o momento chegou! Ei-los novamente em plena pujança, alimentando-se do clima de terror e incerteza em que vivemos, acolitando a mediocridade que tomou conta deste país.

Tal como um mortal tumor vai estendendo os seus tentáculos alimentados por toda a incompetência que por definição é cobarde e tende a deixar por onde passa, a terra queimada e estéril.

Pobre país este que se vê a braços com um clima de terror e num primado de mulheres de soalheiro !

Pergunto-me se não existirá forma de estripar semelhante cancro? E se há para quando a intervenção cirúrgica?

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

cocó na fralda: Birds do it, bees do it

cocó na fralda: Birds do it, bees do it: Tenho esta mania esquisita há anos. Imagino as pessoas a... fazer o que as abelhas fazem. Não tenho culpa. Acontece-me. Às vezes a imagem qu...

Não costumo dar opinião mas não resisto até porque... olhe somos duas!!! Isso e a imagem linda de certos senhores ( e senhoras) pomposas no respetivo trono com um avalente dor de barriga. Enfim cada um faz o que pode para encarar alguns energumenos com um sorriso na cara , ainda que amarelado .
Em relação ao nosso queridissimo Gaspar... minha cara estou em crer que qualquer mulher adormece  no ato! E quando avorda é de manhã e ainda o encontra ali quase quase...
Desculpe mas vou ali vomitar e já volto sim?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

PORTUGUESES OU A ARTE DE ENGOLIR SAPOS- ED. TROIKA/PSD






Nem vou falar da Merkel porque nada mais há a dizer e além disso almocei, coisa que raramente faço e não me apetece ficar agoniada.


Agonia por agonia, basta-nos a que estes senhores que se auto denominam de nossos governantes, nos dão a cada passo. Sempre é produto nacional !!

A última invenção destes senhores feudais para obstaculizar a greve é a formação de quadros da Função Pública no preciso dia em que a paralisação está convocada.

A situação de tão ridícula e patética chega a ser dolorosa!!

Passam-se anos ( ANOS!!) sem qualquer tipo de formação, por alegada contenção de despesas e quejandos. Mas em vésperas da maior greve algum dia anunciada na Europa toca a organizar formações à pressão!

Uma vez que, como é sabido a situação do país se deve em exclusivo aos funcionários públicos que, para além de serem principescamente pagos e com carreiras desbloqueadas e desempenhos avaliados com a maior das isenções, são o cancro da economia , vá de lhes dar formação para ver se aprendem qualquer coisinha! Por coincidência no dia da greve mas… é a vida, não houve intenção! Agora está bem de ver que, como a formação conta como créditos para a progressão lá para o ano 2037, e esta será a única nos próximos…três a quatro anos, quem não for arca com as responsabilidades.

Resumindo: o mexilhão é sempre o mesmo!!

Primeiro foram os dez por cento que nos tiraram ( sim sou funcionária pública e sim vou postar isto no meu horário de trabalho mas não , não tenho processo NENHUM em atraso!) logo para abrir as hostilidades. Seguiu –se o desaparecimento dos subsídios e agora temos duas alternativas: ou fazemos greve e lá ficamos novamente a patinar na suposta carreira ou vamos, quais cordeiros para o matadouro, ouvir um senhor convocado à pressa – estas formações foram todas marcadas esta semana!- falar em como encher chouriços em dia de protesto e engolimos mais um elefante verde.

Sim, porque os sapos já nós comemos .

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

RAS TRAS PAZ!







Todos nós sonhámos um dia ganhar um Nobel qualquer!


Eu pelo menos sonhava que um dia tocaria a bela medalha colocada no meu pescoço, por obras humanitárias ou por literatura. Sonhos!...

A União Europeia no entanto, estou em crer que jamais pensou coisa parecida e com razão! Conceder –lhe o Nobel da Paz só mesmo em sonhos e por piada!

Mas como o Mundo está de pernas pró ar e como dizia a minha avó desde que os homens começaram a mexer nos astros isto nunca mais teve conserto, lá temos a dita União galardoada com um prémio que começa a perder credibilidade.

Mas a que propósito estou eu a comentar um Prémio dado há semanas? Não , não é por síndrome de Rantanplan ( aquele que gane meia hora depois da carroça lhe ter atropelado o rabo!). É por raiva mesmo!!

Hoje é o segundo dia de greve na Grécia e para a semana a Ibéria entra também em protesto! Onde está então a Paz na União, digam-me cá?

Dizem os teóricos, os politicamente corretos que nunca a Europa viveu um tão grande período de paz como agora. A sério? ! Mesmo?! Mas de que tipo de paz , ou de guerra já agora, estamos a falar?

Guerra convencional? Tenham paciência mas esquecem-se da guerra nos Balcãs. “ Ah e tal, mas isso ainda não era na UE e como tal…” e como tal ficámos impávidos e serenos enquanto a Alemanha reconhecia unilateralmente a independência de Montenegro, abrindo assim a caixa de Pandora que teve como consequência uma guerra fratricida, xenófoba e vergonhosa.

Paz social? Não me façam rir que a coisa não está para graças! Nunca a Europa viu tanta contestação social nem nunca como hoje se esteve tão perto duma guerra .

Uma guerra que será diferente de todas as outras;: uma guerra civil europeia! Que tal como corolário dum Nobel?

Uma Europa que não é solidária, que se apresenta a várias “velocidades” , que não tem uma política fiscal comum, uma política externa comum… nada em comum é uma Europa desunida, fragilizada, moribunda!

Pensando bem se calhar não foi mal pensada a atribuição do Nobel . Só que deveria ter sido referido o seu título póstumo em homenagem aos pais da ideia tão bela, nobre e utópica que não passou disso mesmo: um sonho!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ALGO ESTÁ PODRE NO REINO DA EUROPA









Se fechar os olhos ou se os abrir para a paisagem e me abstrair da língua que não entendo, sinto-me em casa!


Longe da azáfama de Atenas e dos grandes centros, a Grécia é um país que se confundiria com Portugal, não fosse a distância.

Porém, ao contrário do que acontece connosco, nesta região onde o Evros delimita a porta de entrada na Europa, ainda subsiste alguma agricultura de média dimensão.

A refinaria de açucar terminou hoje mesmo o seu trabalho do ano. Os camiões com algodão vão escasseando ao longo da estrada. O tabaco foi armazenado há meses.

O Norte da Grécia prepara-se para viver mais um Inverno, desta vez debaixo do calor dos protestos e do garrote da Troika, enfrentando um aumento de 30% no preço da energia que obriga a recorrer ao velho sistema da lenha para poder sobreviver.

É que, longe dos folhetos turísticos, este país não é apenas sol e belas praias, ilhas e música. No Inverno esta região pode sofrer 20º negativos! Essa é a razão de se verem armazenados tantos toros de madeira um pouco por todo o lado: debaixo de alpendres, em garagens, nos galinheiros.

A Grécia está deprimida!

A vida que lhes foi oferecida foi-lhes também abruptamente tirada, tal como a nós.

Nenhum cidadão comum a pediu! Foram-lhes oferecidos créditos pelos bancos que os obrigaram a sonhar, que praticamente os forçaram a endividarem-se com os luxos que, durante décadas apenas viram noutros países do Norte para onde emigraram em busca do que a Grécia ( ou será Portugal? ) não lhes podia dar.

Sim foram ( ou fomos?) imprudentes aceitando, como crianças pobres, os brinquedos que até então apenas viramos nas mãos dos outros ou nas vitrines das lojas onde jamais tínhamos entrado. Por isso aceitámos o crédito da casa, do carro até das férias. Porque não? Afinal a intenção era pagar com o nosso trabalho, o nosso esforço.

Foi então que , vindo do nada, pelo menos para o comum dos cidadãos, a crise chegou. E onde? Aos bancos, os mesmos que quase nos forçaram a endividarmo-nos.

Tal como em Portugal também aqui a banca é na sua maioria privada. O nosso ( nosso?!) Millenium fica apenas a uma centena de metros do meu hotel.

Que razão houve pois para acudir com o erário público aos bancos em dificuldades? Não, não, não nos expliquem em linguagem técnica! Em termos básicos por favor… A banca funciona com o dinheiro dos depósitos, especulando com eles, certo? Ora aos governos deveriam apenas garantir os depósitos efectuados, não injectar dinheiro num sistema privado!! Quantas das empresas Gregas e Portuguesas faliram nos últimos dois anos? Quantas delas foram intervencionadas mesmo sabendo das centenas, milhares de desempregados que irão ficar a cargo da Segurança Social?

Não se pode negar que em termos da estrutura socio-económica que existia na Grécia pré troika, os gregos faziam jus a Zorba na sua dança despreocupada! Mas em boa verdade foi algo que lhes foi dado e não exigido . Tinham um 15º mês de ordenado, trabalhavam pouco, certo! Mas a Europa desconhecia isto? Acordou tarde, não fez o seu trabalho de casa ou assobiou para o lado?

Não é de admirar pois o aumento do descontentamento e das greves cada vez mais violentas. Ninguém gosta passar de cavalo para burro. Nós ( Gregos e Portugueses) não gostamos. Sobretudo quando são os mesmos a trocar de montada!!

terça-feira, 9 de outubro de 2012

CARNE PARA CANHÃO OU O FIM DO SNS

Os piores crimes, os mais hediondos são os cometidos sob a capa da humanidade ou de forma camuflada como efeitos colaterais de medidas aparentemente necessárias e justas.

Os períodos de regressão económica ou de instabilidade social, são-lhes propícios e contam muitas vezes com o apoio ou pelo menos com a apatia dos cidadãos que não vêm ou se recusam a ver.

Foi assim com a Alemanha de Hitler, foi assim com a guerra fratricida nos Balcãs é assim no nosso país.

As medidas de contenção, o afã desbragado de reduzir despesas a todo o custo, invariavelmente à custa dos que não têm nem voz nem poder para se insurgir duramente contra tal, estão a resultar numa verdadeira “limpeza” dos mais fracos, dos doentes, dos incapazes. Daqueles que a nossa Constituição e o Estado Social tem obrigação de acolher, proteger, cuidar.



Não, não é exagero! Não se trata de genocídio, está bem de ver. Mas não deixa de ser uma “ limpeza de pesos mortos” à nossa medida .



As medidas de contenção na saúde são cruéis e criminosas por todos os motivos óbvios e mais o facto de se dirigirem e punirem sobretudo cidadãos fragilizados por duas das maiores pragas mortais dos tempos modernos: o cancro e a sida.

Já não me fazem rir nem sequer sorrir os comentários e as declarações de que todos os tratamentos estão a ser prestados independentemente da contenção assumida. Agora é a raiva que me faz gritar porque sei de fonte infelizmente directa que é MENTIRA!!



O caso conta-se em meia dúzia de linhas e resume uma condenação à morte.

Uma mulher de 54 anos foi diagnosticado, já tardiamente, um cancro com metástases um pouco por todos os órgãos.

Encaminhada para o IPO relutantemente ( insisto na palavra: relutantemente!) foram-lhe feitos exames: biopsia, tac… e mandada para casa mediacada com… Brufen e Mesolide ( para quem não saiba é um genérico do tipo Bem-U-Ron ou coisa que o valha. O que normalmente tomamos quando temos uma enxaqueca ou o principio dum resfriado).

As dores são insuportáveis, as hemorragias constantes e aquela mulher QUE DESCONTOU PARA O SISTEMA NACIONAL DE SAÙDE!!!! é mantida em casa sem qualquer decisão ou tratamento. A aguardar pelo inevitável. Explicação do IPO: não têm nada a oferecer e como tal….

Nada a oferecer??? Não se trata de oferecer!! Trata-se de retribuir o que durante uma vida de trabalho foi retirado pelo Estado que agora cruza os braços e se declara impotente!

Não há um medicamento para as dores mais forte que a aspirina, não? Não há nada para conferir a esta cidadã deste nosso país , alguma qualidade de vida?

Estamos condenados a uma morte lenta, quando o Estado entende que somos peso morto, despesa pública, número descartável nas estatísticas?!

Foi aqui que chegámos?! É isto que queremos?!

Façam-se já campos de concentração! Utilize-se o Campo Pequeno como redondel de morte para os desvalidos. Ao menos assim não restarão dúvidas da hipocrisia dos dirigentes que fizeram da política social uma gestão de mercearia. Ou melhor de talho!