sexta-feira, 9 de março de 2012

INSISTE, INSISTE ATÉ AO DISPARATE FINAL!!






Este homem não desiste!!! São umas atrás das outras! Alguém que lhe dê chá! Nem que seja às colheres! Parece que a homeopatia funciona bem nestes casos de falta de memória, mania das grandezas associada ao temor da perseguição.



Não me lembro de nenhum Presidente que tenha conseguido assinaturas para ser destituido! Chave de ouro para um mandato hirribilis. Culminando com esta pérola:















Prefácio do “Presidente da República no livro de intervenções ‘Roteiros VI’” divulgado do site do Presidente da República (escrito de acordo com o novo acordo ortográfico)


A magistratura ativa

Em 9 de março de 2011, iniciei o meu segundo mandato como Presidente da República, na sequência da vitória nas eleições presidenciais de 23 de Janeiro, depois de uma campanha eleitoral bastante dura, sobre a qual este não é ainda o momento de escrever.

Pela quarta vez, numa disputa eleitoral em que pessoalmente me submetia ao julgamento dos meus concidadãos, obtive mais de 50% dos votos. Tratou-se de um gesto de confiança dos Portugueses que muito me honra. Senti, naturalmente, o peso desta responsabilidade histórica. A vitória nas eleições de 2011 teve um sabor especial, que reforçou em mim a admiração profunda e o sentimento de gratidão para com o povo português.

Durante a campanha, o calor humano que senti nas ruas fazia-me esperar a vitória, ciente do sentido de responsabilidade cívica que, nas alturas decisivas, os Portugueses sempre revelaram. Nos momentos de pausa, numa campanha em que percorri oitenta e um concelhos, esboçava aquilo que, caso ganhasse, iria ser o meu discurso de tomada de posse para um segundo mandato como Presidente da República. O discurso deveria corresponder aos compromissos assumidos perante os Portugueses: falar verdade, exercer uma magistratura ativa e apontar com clareza linhas de rumo e caminhos de futuro. Não poderia ser um discurso de ocasião. Teria de ser uma intervenção de fundo que levasse o Governo a reorientar o sentido da sua ação, adotando as políticas adequadas para ultrapassar a crise cujos efeitos dramáticos se tornavam visíveis de dia para dia.

Haveria que mostrar a todos, de uma forma objetiva, que o País se encontrava numa situação de emergência económica, financeira e social para deixar claro que era urgente mudar de rumo. Para chegar a essa conclusão, bastava recorrer aos indicadores oficiais, insuscetíveis de serem desmentidos, e que evidenciavam já, de forma inequívoca, a gravidade da situação que Portugal atravessava: o agravamento do desemprego, a estagnação económica, a insustentabilidade do défice das contas externas e do endividamento para com o estrangeiro, o nível preocupante da dívida do setor público administrativo e empresarial, a escassez de crédito disponível para as empresas, os riscos de pobreza e exclusão social em vastas camadas da população. Eram indicadores oficiais, objetivos, mas que muitos persistiam em ignorar ou dissimular.

Não tinha sido por falta de alertas, feitos em público e em privado, que o Governo não tinha ajustado as suas políticas, de modo a conter o agravamento da situação económica e social do País.

Eu próprio, tendo em vista a preparação da campanha eleitoral, fizera um levantamento dos muitos avisos que havia lançado em diversas intervenções públicas para os riscos que o País estava a correr, além das múltiplas chamadas de atenção que, em privado, transmitira ao Primeiro-Ministro nas audiências de quinta-feira.

Iniciei a campanha tendo feito esse trabalho e reunindo a máxima informação publicamente disponível sobre o estado do País, pois sempre foi meu propósito que a disputa eleitoral me desse a oportunidade de, num debate elevado e informado com os outros concorrentes, alertar os Portugueses para os perigos que corríamos.

No passado, fizera avisos particularmente fortes, chegando mesmo ao limite da terminologia que um Presidente da República pode utilizar no uso da palavra pública. Tal aconteceu, em especial, na Mensagem de Ano Novo de 1 de janeiro de 2010, em que afirmei que “com este aumento da dívida externa e do desemprego, a que se junta o desequilíbrio das contas públicas, podemos caminhar para uma situação explosiva”. A expressão “situação explosiva”, que na altura usei, seria mais tarde recordada por muitos; mas, em janeiro de 2010, foi ignorada pelos decisores políticos.

BASTA! DIA INTERNACIONAL ...





Passou mais um Dia Internacional da Mulher e desta vez após a leitura dum blog algures, não tive coragem par me insurgir ( como faço ano após ano!) contra esta coisa discriminatória que nos coloca no mesmo plano dos “ desgraçadinhos”, dos “ marginalizados” dos esquecidos nos restantes 364/365 dias do ano.
Sim porque isto de haver um dia das mulheres a par dum dia Internacional do Não Fumador, Dia Mundial das Zonas Húmidas(!)Dia Europeu da Vítima, Dia Mundial de Oração pelas Vocações, Dia do Pescador etc etc sempre me causara uma enorme revolta.
Este ano porém foi-me dada outra versão da efeméride : Neste dia comemora-se e presta-se homenagem a todas as mulheres que lutaram pela igualdade (gosto mais da palavra equidade, pois que acho que não somos, de todo, iguais aos homens e nisso reside a beleza da humanidade ), pelo direito ao voto, pela emancipação profissional e pessoal, pela liberdade sexual.
Assim de facto entende-se a comemoração e a todas essas grandes mulheres devemos prestar a nossa homenagem e gratidão.
O que nos deverá colocar outra questão: O que temos feito para seguir essa senda que nos legaram? Onde estão as vozes e os movimentos contra as atrocidades ainda hoje cometidas contra as mulheres que nalgumas sociedades são tratadas abaixo de qualquer animal?
Desenganem-se os que pensam que isso é “ lá fora” ( como se dizia nos anos 60 a propósito da guerra no ultramar que nos matava os nossos jovens às centenas). Aqui no nosso país continuamos a ter uma escandalosa percentagem de mulheres abusadas, batidas, maltratadas, mortas. E sobretudo caladas, remetidas ao silêncio.
Não basta haver leis que servem na sua maioria para tranquilizar consciências! É preciso chegar a essas mulheres, mostrar-lhes a sua dignidade esquecida, fazê-las entender que o círculo de violência pode e deve ser quebrado. Que há que dizer Basta! Primeiro para si mesmas e depois agir.
O fluxo migratório trouxe para Portugal outras culturas, outras religiões e com elas outros estatutos do feminino.
Estas mulheres encontram-se perdidas numa cultura que não é a sua, abandonadas e ignoradas pela nossa sociedade que não se preocupa com práticas tão horrendas e medievais como a excisão, o cativeiro, a violência.
Uma grande maioria não fala uma palavra da nossa língua nem de outra qualquer além da sua. Não conseguem pois fazer-se ouvir. Temem as autoridades e não têm nem família nem amigas. Estão sós e dessa forma ainda mais vulneráveis do que se estivessem nos seus países de origem.
São estas mulheres que clamam por um dia seu! Essa é a tarefa que nos cabe em legado a nós, mulheres libertadas pelo esforço e sacrifícios de outras. Mulheres que têm orgulho em serem diferentes mas iguais na dignidade de seres humanos.
Que o próximo Dia Internacional da Mulher seja realmente um Dia de Equidade de Género e que abranja TODAS as mulheres.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O CARNAVAL JÁ NÃO SÃO DOIS DIAS!

Nunca fui uma boa aluna. Ou melhor : até era. Tirava notas acima da média e tinha uma lata que me fazia acertar ou discorrer sobre qualquer tema mesmo que não fosse bem,bem aquilo. O meu calcanhar de Aquiles era o comportamento: Até entrar na faculdade as minhas contendas eram, não raras vezes resolvidas à estalada . e não havia provocação que ficasse sem resposta, fosse de colegas ou de professores. Resultado: nunca fui considerada boa aluna. Os bons alunos eram pos que estavam quietinhos, calados, nunca partiam nada, nem pregavam partidas, marravam até deitarem fumo pelas orelhas, nunca fumaram antes dos dezoito, nem puseram o pé nas discotecas sem a aprovação relutante da paternidade. Jamais pensaram em sair pela janela para uma noitada e Deus os livrasse de não fazerem tudo by the book !
Deve ser daí que me vem esta aversão ao politicamente correcto e por consequência ao servilismo dos nossos políticos que, desde que o professor sr. Silva se saiu com a frase de Portugal ser o bom aluno da Europa, se esforçam por não ter nem um cabelinho fora do sítio nem que para tal tenham que pisar e repisar com impostos e restrições à laia de brilhantina, os pobres cidadãos.
O que é preciso é fazer boa figura na Europa. Mostrar como somos obedientes e que não nos podemos confundir com os calões dos Gregos que não há maneira de entrarem nos eixos! Nós não! A troika e a UE mandam apertar o cinto nós espartilhamo-nos! Mandam-nos fazer sacrifícios, nós erguemos altares sacrificiais! Mandam-nos trabalhar mais e receber menos e os nossos políticos decidem aumentar o dia de 24 para 36 horas se for possível só para demonstrar como somos labutadores!!
Vejam com que afã os nossos políticos trabalharam ontem Terça Feira de carnaval!! Era vê-los diligentes quais formiguinhas em carreirinhos bem comportadas para Troika ver! O que o produto bruto do país aumentou ontem, Santo Deus!!! Foi um sucesso! Aliás os senhores da massa estão tão impressionados que já se prevê acabar de vez com todos os feriados : religiosos e civis passa tudo para o Domingo. E a chamada semana inglesa ( ainda se lembram? Não? Então revejam o “ Conta-me como Foi” para verem como é!) acaba! Toca a trabalhar ao Sábado que isto não está para graças.
Afinal figura de palhaço fazemos nós todos os dias às mãos desta troika baldroika!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

OBRIGADA S. VALENTIM!!!












A melhor notícia que poderia ter chegado neste dia frio de S.Valentim! Irão decidiu banir as execuções por apedrejamento, bem como a aplicação da pena de morte a menores.



Resultado da Primavera Árabe? Das pressões internacionais? Pouco importa. O que é de saudar é mais este passo em direcção ao respeito pelos direitos humanos e pela equidade e liberdade feminina, uma vez que grande parte das lapidações tinham mulheres como vitimas.



Também a não aplicação de penas capitais a menores de dezoito anos é um significativo passo na autonomia da lei civil e penal da Sharia, a lei islâmica levadaao pé da letra por extremistas religiosos.



É um presente precioso para todos num dia em que se celebra o amor.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

LÍNGUA DE TRAPOS!!!












O Acordo Ortográfico deve ter sido, na história dos acordos, aquele que reuniu mais vozes em desacordo,!






Assinado e em vigor, agora já não há volta a dar-lhe, por muito que o Prof. Vasco Graça Moura vocifere e emita ordens internas em contrário: Dura Lex, Sede Lex e mais nada!






Talvez se na altura em que ainda era possível contestar, argumentar, as pessoas que o podiam e tinham responsabilidades de o fazer , tivessem apresentado provas de que um tal acordo não servia para mais nada do que construir uma enorme Babel Lusa que, francamente , não sei a quem aproveitará, se tivessem evitado toda esta polémica.






Isto porque o Acordo é apenas ortográfico e não lexical!! Ou seja : continuar-se-á a dizer fato ( já sem “c”) o que para nós, falantes de português de Portugal tanto poderá ser “ acontecimento real”; “prova” como fato de saia casaco ou calça e casaco! Terno para estes últimos e fato apenas para o primeiro caso, no que se refere aos que se exprimem em português do Brasil. O mesmo acontece com “ travão” e “freio”, “gelado” e “picolé”, “ camisa de dormir” e “camisola” e por aí adiante.






Conseguiu-se o quê, afinal? Tornar a língua mais fácil dizem uns, uma vez que a discrepância entre a forma falada e a forma escrita levava a sérias dificuldades aos aprendizes do Português tornando-a “ muito difícil”.






Perfeito!! Estou mesmo a ver os chineses a fazerem também um acordo e em vez que caracteres , que como sabemos são ideográficos, passarem a desenhos dos significantes!






A necessidade que temos de facilitar, tem tido como consequência a criação de gerações pouco letradas e pouco aplicadas. E depois “Aqui d’el-Rei” ( Sim, pois. É uma expressão idiomática completamente ultrapassada. Mas hoje sinto-me uma velha do Restelo e como tal…) que os níveis de fracasso em Língua Portuguesa são assustadores ! Vamos ver então os resultados agora com este Acordo, com o qual só o que o fizeram estão de acordo.






Mas os atentados à Língua não se ficam por aqui! Os nossos politólogos (??!!) e jornalistas são exímios em tornar os erros ( leia-se calinadas) em modismos que, pela repetição mediática, acabam por ser aceites e entrar no léxico normal.






Aqui há anos foi a moda do “ à séria”. Alguém, me consegue explicar donde veio esta aberração??? Eu sempre tinha ouvido a expressão “a sério” utilizada nas mesmíssimas circunstâncias. Que terá mudado ?






Esta semana foi a vez de ter ouvido na rádio a seguinte frase: “ Caso se mantenha a seca a situação será desesperada, uma vez que os nascentes se encontram já com pouco caudal”. Desculpe? ! Não se importa de repetir? Por quem é! Aqui vai disto : e toca a repetir até à exaustão. Todo programa se falou dos nascentes !






Assumo humildemente a minha ignorância hidrográfica, mas a menos que alguém me explique como é que as nascentes mudaram dum momento para o outro de género, vou dar por conta duma calinada não assumida e que, não tarda estará na boca de todos como mais um modismo completamente parvo.






Sim porque, atenção!, eu considero que a Língua tem que evoluir , ser dinâmica. Mas com um propósito definido e com lógica! Agora fazer da asneira a regra ortográfica ou lexical em pouco tempo teremos uma língua de trapos. Ou de trapas, quem sabe?!






quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

LIBERDADE É UMA PALAVRA DIFÍCIL






È dos livros: a criminalidade organizada alastra nos países democráticos, utilizando exactamente os mecanismos da liberdade e da democracia.
O mesmo se aplica a outras situações que, não sendo de criminalidade, não deixam de ser criminosas, aberrantes e desumanas.
Esta semana fiquei extremamente satisfeita por, finalmente, alguém ter tido a coragem de utilizar o seu estatuto e a sua projecção pública, para denunciar a excisão feminina que se pratica um pouco por todo o lado no mundo dito civilizado o que inclui Portugal.
Levada a cabo em guetos onde as tradições, os costumes dos países de origem, prevalecem sobre as leis, os costumes e as tradições dos países de acolhimento, tem sido ignorada com uma enorme displicência. À sombra da liberdade de culto e do direito às suas culturas ancestrais, temos vindo a permitir as maiores barbáries!
Lembro-me que uma das vezes que denunciei esta prática , a pessoa que nessa altura poderia ter intervindo ( uma mulher ainda por cima!) limitou-se a colocar um olhar pesaroso e a dizer que não havia dinheiro. Eu não pedia dinheiro!! Eu pedia exactamente o que foi feito: um discurso de denúncia, um safanão nas instituições, uma atitude concertada entre diferentes valências: professores, médicos, assistentes sociais, polícia junto dessas etnias por forma a acabar com este crime. Às vezes a falta de dinheiro é apenas um subterfúgio para o deixa andar.

Não sou daqueles que acham que não se deviam permitir mesquitas, uma vez que nos países muçulmanos não são permitidas as igrejas católicas. Creio sinceramente que um dos factores da evolução humana e social é a tolerância e que “ pagarmos da mesma moeda” só nos deixa mais pobres em termos civilizacionais.
Como tal aceito as diferenças culturais, étnicas e religiosas.
No entanto temos que deixarmo-nos de hipocrisias e aceitar que na escala civilizacional há culturas que se encontram em patamares inferiores, no que respeita aos direitos humanos. É nosso dever não só alertá-los para esse facto ajudando-os na sua evolução natural como rejeitarmos linearmente práticas que agridam anos de conquista humanista de que somos o resultado.
Não é sério aceitar que nos países Europeus se aceite que uma mulher conduza de burka completa. Trata-se não apenas duma questão de equidade entre homem e mulher, paradigma que nos é tão caro e que apregoamos alto e a bom som, como duma questão de segurança da próprias e dos outros. Já não me faz confusão deixar o uso do shador à liberdade de culto de cada uma. Afinal durante anos nenhuma mulher entrava num templo sem um véu e nenhum homem por mais jovem que fosse, se atreveria a entrar” debaixo de telha” de chapéu ou boné.
A liberdade tem que ter uma boa dose de bom senso, sob pena de se transformar em libertinagem e anarquia. Isto ensinava eu aos meus filhos. Isto foi-me ensinado!
A liberdade traz responsabilidade e não apenas individual. A maior responsabilidade da democracia é para com os outros. Como tal temos que pôr em prática rapidamente mecanismos ( não programas , não institutos !) de inserção das várias minorias que demandaram o nosso país e que aqui ficaram. Estes são os novos portugueses! Temos o dever de lhes dar o que aprendemos ao longo destes nove séculos! E já nem falo de noções de História , de Pátria , de Geografia , nem de lhes ensinarmos o Hino Nacional. Ui que perigo para a democracia!! Limito-me apenas a referir essa coisa básica que são os princípios do humanismo e da igualdade entre todos.
Só assim a liberdade faz sentido.