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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

SAIA UM DIPLOMA PARA O MINISTRO! SEM CHEQUE POR FAVOR!!

Amanhã os melhores alunos do ensino secundário terão uma nova prova de que o esforço não compensa!


A questão de base não é tanto o facto de verem defraudadas as suas expectativas monetárias , se bem que nalguns casos como o relatado hoje no JN por uma dessas alunas, os quinhentos euros que agora lhes são negados, fossem essenciais para a aquisição de material escolar e outro. Não, o que está aqui em causa são dois problemas gravíssimos.

Por um lado a cada dia que passa a credibilidade do Estado como pessoa de bem diminui a olhos vistos. A palavra e o compromisso de nada valem e nem o facto de se apelar ao altruísmo forçado redime esta falta de cumprimento do prometido. Isto já sem falar na tal “ falta de comunicação” que o sr. Ministro da Educação admite ( em hipótese mais ou menos remota, note-se!) ter existido e que levou a que este desvio tenha chegado ao conhecimento dos interessados a dois dias da atribuição do prémio.

Diz o povo que todo o exemplo deve vir de cima. Com exemplos de falta de honestidade, de honra, de compromisso vindos do próprio Estado como querem que o cidadão actue? Que mensagem se está a dar? É a velha máxima do “ depois logo se vê” que é o grande cancro da nossa sociedade e que está na base da crise: ninguém cumpre os compromissos que assume. À imagem e semelhança da pessoa do Estado.



Por outro lado e tão ou mais grave do que este, está a forma como olhamos o mérito dos nossos jovens.

Durante vinte anos fui professora do ensino básico ( 2º e 3º ciclos).

Por várias vezes defendi que, à semelhança do que se fazia ( e muito bem ) com os alunos que apresentavam dificuldades de aprendizagem – Currículos adaptados, turmas reduzidas etc – se fizesse o mesmo para os alunos que se distinguiam pelo seu brilhantismo e valor. Fui apelidada de elitista e de outras coisas menos simpáticas.

O resultado era ( e continua a ser ) notório: um aluno que está bem mais avançado, que é brilhante, inteligente, acima da média, desmotiva-se, não só porque não se sente estimulado a evoluir, como porque cedo se apercebe de que o esforço, de facto não compensa.

Para quê ser excelente se lhe basta ser bom ou até suficiente?

O sistema de avaliação, que numa tentativa bacoca de democratização ( De quê senhores? De quê? Da mediocridade? ) é feito na base da escala de 1 a 5, é altamente desmotivador para estes alunos! Num nível 3 cabe desde o 49% ao 60%, e por aí fora. Convenhamos que é uma bitola bastante larga!

Ora um aluno que tenha 99% fica em pé de igualdade com um que atinge 80%. São ambos bons, sem dúvida. Mas um é melhor que o outro e isso deveria ser premiado!

Dir-me-ão que a verdadeira triagem se faz aquando das provas de acesso à Universidade. Isso é nada entender de psicologia e por isso nada mais falso. Um jovem que durante os nove anos de aprendizagem anterior verificou que não havia compensação no seu esforço, dificilmente consegue nos três anos seguintes inverter esse sentimento e essa atitude .

Resultado: continuamos a premiar a mediocridade e a despromover a excelência.



De facto era tudo o que neste momento se devia pedir a um Ministério da  Educação, Ensino Superior e  Ciência.

Bravo. Iremos oferecer-lhe o devido diploma.



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

MADEIRENSES INDIGNAI-VOS!


Se alguma mais valia trouxe a controvérsia da dívida da Madeira, foi termos assistido pela primeira vez ,a uma manifestação que não fosse de apoio a Alberto João Jardim.

Até ao momento o que transparecia para fora de margens era que todos os madeirenses à excepção de meia dúzia de irredutíveis opositores que estavam todos na Assembleia Regional e se podiam portanto contar pelos dedos das mãos, estavam de alma e coração com o líder.

O movimento “ Madeirenses Indignados “ foi lançado na rede social do Facebook pelo geógrafo e investigador Raimundo Quintal, juntou centenas de pessoas no sábado, no aterro do Funchal, para se manifestarem contra a dívida da Madeira e o governo desgovernado desde há décadas por Alberto João.

Como quando se vê acossado o líder madeirense desata a disparar contra tudo o que mexe, desde o governo da República, á oposição , passando pela comunicação social do continente e pela maçonaria, não tarda nada está a proibir a internet na ilha, remetendo-a para a lista da cabala que contra ele se constrói .

O homem tem o síndrome da perseguição e um ódio profundo à República,. Vai daí quando sente a terra a tremer-lhe debaixo dos pés, ameaça com a independência, o que deixa a população madeirense menos esclarecida empolgada numa cruzada que lhes parece muito próxima do Éden e como tal lhes é apresentada.

Mas não tenhamos dúvidas: a última coisa que o Alberto João quer é ser rei da Madeira!!! Inda se fosse rei , fizesse as leis a seu bel prazer e os outros pagassem os seus devaneios, vá lá! Agora o homem é um alto estadista . Está lá agora importado com tostões! Ou milhões que no final são o quê? Um conjunto de tostões, ora. Por isso é que ele se está “ borrifando” pra Moodys e pra Troika!

Mas foi o governo da tal República que na boca dele tem sempre uma conotação pejorativa, ou melhor os vários governos, que criaram este pequeno monstro.

Tudo começou com a criação duma off shore no arquipélago. Dizia-se que era para atrair o investimento estrangeiro. Quantas empresas estrangeiras se encontram lá instaladas? Quantos postos de trabalho criaram?

A off shore da Madeira é o trunfo do Jardim que sabe ter , na sua linguagem popular , agarrados pelo rabo meia dúzia de grandes barões. E são esses que tremem quando ele fala. Não porque temam as ameaças. Mas porque temem o que ele não diz mas sabe.

E assim no próximo dia 9 de Outubro lá vai o Rei nu ser reconduzido uma vez mais.

Até que a Madeira, toda ela se indigne.





quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O VALOR DA VIDA E A PENA DE MORTE

Á minha caixa de e-mail chegam várias petições para que subscreva a condenação deste ou daquele país que condenou à morte e se prepara para executar a pena. Regra geral são situações que decorrem na China ou em países árabes.


Nunca me chegou nenhuma condenando os Estados Unidos pela mesma prática! Deixei de assinar!

O que eu condeno não é o país : é o conceito de justiça baseado na Lei de Talião do olho por olho e dente por dente, que no extremo fará de nós todos cegos e desdentados!

Trata-se duma prática de justiça arcaica, desumana e que deveria ser completamente banida.

A existência da pena de morte nos EUA , com a agravante de se cingir a alguns estados e não ao país todo o que é um aberração, não dignifica em nada o mundo civilizado. E o silêncio dos restantes países ainda menos!

Por essa razão é que não posso pactuar com a hipocrisia vigente, que se insurge contra determinados países e se remete a um silêncio cúmplice em relação a uma potência que se arvora como baluarte da Liberdade e da Democracia no Mundo, conceitos que utiliza para justificar muitas das suas incursões e retaliações fora de portas.

O estatuto de potência dá-lhe impunidade e regime de excepção no que concerne à condenação deste tipo de conduta?

Como filha orgulhosa duma Pátria que foi a primeira a abolir tão desumana forma de justiça, revolta-me esta situação até porque, sabemo-lo bem, a justiça é tudo menos infalível. Além de que, por ser feita por homens e para homens , por mais isenta que seja é permeável à pressão da opinião pública muitas vezes condicionada ( para não dizer manipulada) por interesses que nada têm a ver com a justiça.

Quantos erros judiciais foram detectados tarde de mais?

A reabilitação póstuma do bom nome não devolve um ente querido, nem resolve o problema da família que se viu ostracizada e muitas vezes perdeu tudo o que tinha.

A execução hoje de Troy Davis que já na mesa da morte teve ainda a coragem para levantar a cabeça e reiterar a sua inocência à família da vitima, além da revolta do acto que condeno e apelido de bárbaro, leva-me a pensar: qual de nós a segundos de morrer quando não existe mais esperança, mentiria?

Estou em crer que o assassino hoje são os EUA.

Até quando?



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

PLANAMENTO FAMILIAR( NÃO É GRALHA NÃO!)

Então é assim, agora já entendo!
Os dois partidos que mais se bateram contra a despenalização do aborto tinham como objectivo o aumento da natalidade e não a protecção da vida, da dignidade da mulher etc etc como alegaram.
Como não se pode obrigar ninguém ( ainda!!) a fazer bébés, há que deixar de comparticipar a pílula e está o problema resolvido. Querem fazer amor, sexo? Ok mas só para procriar! Pergunto-me onde já ouvi isto!!
Num país onde as gravidezes indesejáveis em adolescentes continuam a crescer, em vez de se darem maiores condições de planeamento familiar, não. Opta-se pelo dois em um económico: Poupa-se nas comparticipações e com sorte aumenta-se, exponencialmente, a natalidade.
Corre-se, esá bem de ver, o risco do abandono e violência infantil, com instituições de acolhimento a romper pelas costuras,o aumento exponencial dos abortos ( o que queriam os dois partidos, aparentemente, evitar!), do consumo da pilula do dia seguinte ( que, assim como assim fica mais barato)...
Realmente não se entende! Quando teremos nós políticos que falem claro e tenham políticas consequentes e adaptadas à realidade? Ainda não entenderam que as pessoas estão cansadas que a cada dia lhes seja dada mais uma machadada na sua já precária qualidade de vida? É assim que querem evitar as manifestações nas ruas? Por este andar e com medidas de apoio d mográfico deste tipo correm o risco de em vez de milhares nas ruas tenham centenas de milhar.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O BATATOON DA MADEIRA

Ora aqui está o que acontece quando não damos importância aos palhaços!


Deixamo-los fazer malabarismos, dizer parvoíces, chegar mesmo a ser boçal porque... enfim... não passa dum palhaço desbocado. E assim deixámos entrar o bicho na Madeira. Primeiro deixava apenas um rasto de pó fininho: falava contra o continente como se o País estivesse dividido entre aquém e além mar, como no tempo do outro senhor. Deixámo-lo vociferar contra a liberdade de imprensa, deixámo-lo boicotar os jornais de tiragem nacional porque estavam num conluio contra a Madeira, permitimos-lhe que proferisse as declarações mais anti-patrióticas dos últimos tempos, contra os diversos governos da República à esquerda à direita ao centro. Ele era bordoada para todo o lado. E nos continuávamos a encolher os ombros e a sorrir benévolos: “É um palhaço!”



Mas o bobo da corte sempre teve um sonho: tornar-se rei da sua pequena ilha que aos poucos foi criando à sua imagem e manobrando a seu bel prazer.

De bicho da Madeira, transformou-se num monstro que já lá não vai com expurgo!

Sabe-se impune, uma vez que criou de mansinho uma off shore que muito agrada ao grande capital para o qual continente, ilhas, ínsuas, ilhotas ou país é tudo a mesma coisa, já que desconhecem o valor da palavra PÀTRIA.

Daí que, meu caro António José Seguro bem pode pressionar o nosso primeiro para que tome uma posição! Não o fará nunca! Mesmo sabendo que este buraco de dimensões colossais, agora descoberto e não iludido pelo tio Alberto João, vai atingir quer madeirenses quer “cubanos”, PPC está demasiado pressionado pelos bancos que vêm na madeira um jardim. Um Éden nas mãos do rei-bobo que fez de todos parvos e que se prepara para “ dormir na paz dos anjos” como faz questão de anunciar.

Afinal os palhaços fomos todos nós!


domingo, 11 de setembro de 2011

AS PALAVRAS DITAS, DITAM O HOMEM.

Terminou há poucas horas o XVIII Congresso do Partido Socialista e deu-se início ao Novo Ciclo defendido e apresentado pelo seu Secretário Geral António José Seguro e aclamado pelos delegados que não pouparam nos aplausos e nos elogios.

Podem alguns afirmar que as palmas e os elogios saíram das mesmas mãos e das mesmíssimas bocas que aclamaram, quase em apoteose, o anterior Secretário Geral, José Sócrates. Nalguns casos é verdade. Mas a grande maioria que hoje saiu do Parque de Exposições de Braga trazia uma esperança que há muito não via no rosto dos socialistas.

É que hoje ouviram falar, não um simples Secretário Geral, um mero candidato a Primeiro Ministro no longínquo 2015 mas sim um Estadista que ousa falar com palavras claras e ideias precisas sobre Portugal e o Mundo.

Há muito que não se escutavam frases onde termos como “ética”, “corrupção”, “ verdade”, “ clareza” fossem proclamadas tanta vez e fizessem tanto sentido. Pois que se as palavras, como por diversas vezes parafraseando, António José Seguro afirmou, estão gastas, estas pelo contrário, encontravam-se esquecidas, remetidas ao silêncio, quase novas no discurso político.

Falou de compromisso e de honra, afirmando que o Acordo com a Troika assinado pelo anterior Primeiro Ministro, será escrupulosamente assumido, não pactuando com os saltos de bom aluno que este actual governo pretende dar, espezinhando os portugueses por forma a ser bem visto em Bruxelas e sobretudo na Alemanha.

Falou de pessoas e para as pessoas, depois de muito tempo passado a ouvi-las, a falar com elas duma ponta a outra do País.

Não receou AJS lançar de Braga uma palavra de alerta à Europa afirmando sem medo e com todas as letras que é preciso encontrar um caminho sob pena daquela acabar por morrer numa praia de mero pendor económico, já que vem esquecendo as pessoas. Lançou o tema do Federalismo sem receio da palavra, demonstrado assim que tem uma ideia da Europa e ideias para a Europa.

Falou de Portugal e dum sonho.

As palavras ganharam uma nova força, um novo vigor e deixaram de estar gastas.