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quarta-feira, 27 de julho de 2011

(IN)TOLERÂNCIA = ESTADO DE ALERTA

Europa sob mira?
O que se passou na Noruega , para além de me chocar como a todo o Mundo deixa-me profundamente preocupada!

Temo que se esteja a encarar o acontecido como o acto tresloucado dum jovem de ultra direita e nada mais.

No entanto não nos encontramos perante um acto de serial killer, com alterações de personalidade, mas antes duma acção consequente com um ideário que o próprio fazia circular nas redes sociais. E não era, nem é, o único!



As ideias xenófobas apresentadas como móbil para actos violentos e que assaltam periodicamente os meios de comunicação deixando rastos indignados por parte da Opinião Pública, acabam invariavelmente por cair no esquecimento sem que sejam devidamente analisadas.

A pergunta que se impõe é saber porque razão, em pleno Séc. XXI, século por definição da grande aldeia global quer a nível das trocas de informação, quer no que concerne à mobilidade de pessoas e bens, fervilham este tipo de ideias, contrárias á liberdade e aos direitos inalienáveis da pessoa humana. Mais, porque razão tais ideias encontram eco nas gerações mais jovens que por definição deveriam ser mais tolerantes e inclusivas.

Quase em simultâneo a conhecer este massacre e a arrepiar-me com a frieza do acto, dei por mim a ler um post no blog Fio de Prumo de Helena Sacadura Cabral onde ela reflectia ( e bem, como é seu hábito) sobre os fluxos migratórios na Europa fazendo, uma pausa concreta no panorama português.

Concluía ela que ao mesmo tempo que estamos a receber imigração, na sua grande maioria de mão-de-obra, estamos a obrigar jovens altamente qualificados a rumarem para o exterior .

Reflectindo sobre estes dois acontecimentos que a priori poderiam parecer nada ter em comum, não pude deixar de recordar também outros, quase varridos da memória e que envolveram manifestações violentas em diversas cidades europeias, nomeadamente em França e na Alemanha e atentados contra residências de imigrantes.

Será que, paradoxalmente, estaremos nós com as políticas de imigração adoptadas, a instigar comportamentos de intolerância e xenófobos?

Que pode sentir um jovem português que tem que deixar as suas referências, família, amigos, raízes, pegar no seu diploma e rumar para a diáspora, sabendo que um outro com as mesmíssimas habilitações ( por vezes menores até) virá ocupar um lugar que deveria ser seu mas que por uma questão económica é preterido por mão –de –obra, neste caso intelectual, mais barata? Não se sentirá revoltado? Não desenvolverá algum sentimento de intolerância?

Quando o desemprego na Europa atinge níveis quase intoleráveis, as politicas de imigração têm que ser revistas e muito repensadas, por forma a não fomentarem comportamentos de revolta nas camadas jovens.

A Europa tem que ser inclusiva, necessita de imigração e deve continuar a tê-la. Mas não pode ter na base desta política, questões meramente economicistas do tipo mão de obra barata e aumento demográfico.

Diziam os antigos que a solidariedade começava em casa, na família e isso é a base da união. Talvez que a União tenha que pensar um pouco mais nisto.

Os critérios de democracia e de liberdade, base da sociedade europeia e ocidental, têm por vezes um efeito perverso : o de aceitar todas as diferenças, todas as ideias, mesmo quando colidem com a estrutura social que é nossa referência e essência. Talvez que a tolerância tenha que, paradoxalmente , ser intolerante em determinadas questões básicas, a fim de a todos, sem excepção, incluir.



quinta-feira, 21 de julho de 2011

EIHN??!! NÃO SE IMPORTA DE REBOBINAR?

...pelo menos até à data em que era oposição, pode ser senhor PM?
É que a sua posição faz-me lembrar aquela anedota do indivíduo que, num comício vociferava contra o orador." Abaixo, abaixo!!!"- dizia.
Farto de tanta contestação , o orador convidou o homem a subir ao palanque e dizer de sua justiça.  Porém o homem assim que subiu calou-se, olhando a multidão. Pergunta-lhe então o outro porque não dizia agora o que tanto gritava antes. resposta do homem : " É que agora estou deste lado!"

Pois com o PPC aconteceu a mesma coisa.Enquanto estava "do lado de lá" nem pensar em cortar nas receitas! O que era preciso era emagrecer o aparelho do Estado e cortar na despesa.
Resultado da passagem para o outro lado: 
1ª medida- corte nos subsídios de Natal .
2ª medida - aumento da gasolina
3ª medida - aumento dos transportes públicos.

Senhor Primeiro Ministro estou em crer que a malta gostava mais de si antes.
Que tal começar a pensar em descer do palanque? Agradecida!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

UMA IMAGEM VALE BEM MAIS QUE MIL PALAVRAS!

Elevação, unidade e partilha de ideias, estiveram presentes no último debate entre os dois candidatos à liderança do PS ontem no Sheraton do Porto.


Sedentos desta forma de viver a política, de debater ideias sem limitações, muitos dos militantes do Partido Socialista que, como eu se tinham afastado desiludidos e cansados, reconciliaram-se com a sua família política de sempre ao sentir que este partido tem futuro pois que retoma os velhos ideários que foram sua bandeira, sua luta e seu orgulho nos tempos mais difíceis que o nosso País atravessou.

Este é mais um desses momentos. Um momento em que Portugal e a Europa procuram soluções para a profunda crise em que mergulharam nos próprios culpados - os mercados e o seu desenfreado ultra liberalismo - há que levantar a voz e dizer que o importante são as pessoas! Que é imperiosa a solidariedade, baluarte dos pais fundadores da União Europeia. Que a economia e a política têm que estar submetidas à ética. Que antes de sermos consumidores somos cidadãos. Que o estado não pode abdicar do seu papel regulador nem pode a qualquer preço desbaratar a sua soberania.

Para tal é preciso um Partido Socialista forte, unido, renovado na reflexão e no retorno às suas origens ideológicas. Com ética, com verdade, com ideias, com participação, com garra e espírito combativo, positivo e cooperante sem abdicar dos seus ideários. Com um só objectivo: Servir Portugal.

Não escondo o meu total apoio ao António José Seguro nesta sua caminhada para Secretário Geral do PS.

Tão pouco nego que gostaria de o ver como o próximo Primeiro Ministro.

Foi por isso que ontem me emocionei com esta imagem.(nota) Porque se as palavras estão gastas, os gestos esses ganham cada vez mais, força e vigor.


NOTA : A imagem era outra mas ao que parece ninguém se lembrou de  a fotografar. Mas eu descrevo: Os candidatos de mãos erguidas e unidas saudando os militantes. às vezes as palavras acabam por salvar as imagens.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

ABAIXO AS GRAVATAS!! VIVAM AS XANATAS!!!!!!


Acabemos com as gravatas para poupar na factura do ar condicionado - dixit

A medida implementada pelo Ministério da Agricultura ( e já agora do Mar , do Ambiente e do Ordenamento, doravante designado por 4 em 1), embora tenha revestido a subtileza de " recomendação", não deixa por isso de ser uma das mais importantes, estruturantes e porque não dizê-lo? imprescindíveis medidas que alguma vez foram tomadas por qualquer ministério em geral e por um ministério que tutele a Agricultura ( e já agora o... 4 em 1 ) em particular.


Como é que nunca ninguém antes se tinha lembrado de, como medida de poupança e alto rendimento bastava tirar a gravata??!! Eu sei que o Ovo de Colombo também foi assim tal e qual: depois de feito qualquer um faz. Mas realmente pela simplicidade da medida, pela solução que representa e os resultados que se adivinham só pode merecer a nossa profunda admiração, respeito e aplauso. ´

mas só irei aplaudir de pé quando a medida for levada mais longe. sim que isto não vai lá com paninhos quentes, como bem saberá a srª Ministra a braços com um ministério gigantesco e que se resolve como se vê com medidas duma simplicidade direi mesmo infantil.

Imperioso é agora alargar-se aos sapatos. Fora com os sapatinhos de verniz e meias pretas. recomenda-se as havaianas, ou chanatas para os mais conservadores. Para estes últimos e a título excepcional e devidamente justificado, poderão ser autorizadas o uso de meias de algodão beije até ao joelho. Deverão também ser incentivado o uso de calções e mini saias para as senhoras ( acompanhadas das respectivas havainas neste caso SEM excepção a não ser com atestado médico ) e corsários para os homens.

Ao nível superior ( do corpo está bem de ver ) será amplamente divulgado o uso de tops para as senhoras e t-shirts de cavas para os cavalheiros.

A minha felicidade e esperança neste governo não tem limites!! Entre esta forma informal de trabalhar que implica uma clara resolução dos problemas do sector e o tratamento pelo nome próprio aos ministros ( medida até então apenas implementada pelo Álvaro mas que não duvido se vá estender aos restantes dada a enorme mais valia que representa ) num tu cá - tu lá que aproxima o cidadão comum dos seus governantes, estamos feitos! Isto no bom sentido está bem de ver!!!

domingo, 10 de julho de 2011

COTAS NEM AS LEITEIRAS!!!


Se querem ver-me fora de mim é falarem-me em "cotas".
Fico logo com vontade de os mandar pastar. Sim, que isto de " cotas" nem as do leite do funesto PAC que tiveram o lindo resultado que se sabe, quanto mais!
Por isso de cada vez que ouço falar de " cotas para mulheres" ou "cotas para deficientes" fico uma fera!!!
Não conheço nada mais discriminatório, mais  sectário. do que a implementação de lugares cativos . È a atitude mais hipócrita, com a qual sempre me recusei e continuo a recusar, pactuar. E muito me entristece que haja mulheres que não se insurjam contra este status quo que,  sob a capa duma falsa igualdade de oportunidades, semeia migalhas com que adorna o panorama politico e social.
De cada vez que ouço  que é preciso uma mulher para esta ou aquela lista, este ou aquele comité, sem  que tal seja acompanhada de nenhuma razão válida de competência ou visão mais adequada à questão em causa. a minha reacção é por norma sugerir a compra dum jarrão numa loja de chineses.
Fica bem, é vistoso e nem sequer é preciso ligar-lhe muita importância. Basta ter cuidado para que não se parta.
O problema é que muitas se prestam a um tal papel alegando que : do mal o menos. Pois eu cá digo que se é para ser mal então que seja o mal maior. Males menores são sempre os insidiosos, aos quais não damos grande importância, com os quais nos resignamos e que crescem até nos sufocarem.
A igualdade de oportunidades tem que ser definida pela competência. Qualquer outra forma coloca-nos sempre na posição indigna de indigentes.


quarta-feira, 6 de julho de 2011

MAS CÁ GANDA NOVIDADE! ( DE ACORDO COM TODA A GERAÇÃO À RASQUINHA)

O JN publicou ontem aquilo que considero tocar o limiar da " não notícia", uma vez que não acrescenta nada de novo a quem lê.

Ou melhor sim: evidencia as flagrantes desigualdades sociais dentro da Zona Euro que cada vez mais se parece coma Twilight Zone!

A noticia intitulada " Portugueses na cauda das doações para beneficência" , dá como certo ( coisa que nem nos passava pela cabeça !!!) que somos o povo que menos contribui para causas beneméritas.

Bom eu cá sempre ouvi dizer que a caridade começa em casa ! Ora eu nunca me lembro de ver ( e como gostava de nunca ter visto tal!!) no meu país tanta gente à porta das popularmente denominadas "sopas dos pobres". Estavam à espera que contribuíssemos para onde, se os salários se esvaem entre um cabaz essencial cada vez mais magro e mais caro e os impostos que não param de subir?

De espantar é que mesmo assim " um quarto dos portugueses doam dinheiro todos os anos ". Isto é quanto meninos das estatísticas?? Seja lá o que for é meritório porque um quarto como diz o JN é nas minhas contas 25%. O que nos torna além de pequeninos, pobrezinhos mas mesmo assim SOLIDÀRIOS!


segunda-feira, 4 de julho de 2011

UM NOVO CICLO- PORQUE AS PALAVRAS SE ENCONTRAM GASTAS

Houve um tempo que ser Socialista era sinónimo de Liberdade, de Estado Social, de Sociedade dos Cidadãos, de Esperança.
Mas de facto as palavras gastam-se, sobretudo quando colocadas nos lábios errados. Gastaram-se as palavras e perderam em valor o que ganharam em descrédito.
Talvez por isso mesmo, porque me doía esse vazio das palavras, que me sinto tão preenchida e esperançosa com este NOVO CICLO anunciado por António José Seguro. É que na sua voz as palavras deixaram de ser vazias porque são pronunciadas olhos nos olhos, sem escamotear questões ou levantar falsos tabus, dando nomes às situações, aos protagonistas e às coisas, retomando o peso que nunca deveriam ter perdido.
Foi com imensa satisfação que voltei a ouvir a palavra "ética" no contexto certo, e de uma outra que tão arredada estava do vocabulário político - " exemplo"
Que escutei o compromisso com Portugal e com os portugueses, reflectido numa oposição responsável, construtiva e positiva, capaz de aplaudir as medidas que o governo do país venha a tomar desde que não firam os princípios básicos do socialismo, em prol dum objectivo nacional.
Gostei de ouvir ( finalmente!!!!!!!!) uma estratégia para o país e para a Europa, consequente, séria, explicada com palavras que, por serem simples e de fácil entendimento, ganham nova força e conteúdo.
Desenganem-se os que acham que " este é um candidato para queimar"; " jamais chegará a lado nenhum" " é apenas uma transição". Desenganem-se, repito!
A proposta em forma de moção apresentada por António José Seguro, não se limita a ser uma proposta interna, somente para ganhar o partido.! É uma proposta sólida, credível, clara, arrebatadora, sem falsos facilitismos mas sem derrotismos apocalípticos, para PORTUGAL.
António José Seguro afirma ter a ambição de conquistar de novo a confiança e o entusiasmo dos Portugueses. A mim seguramente, já o fez.
E pela esperança que em mim renovou, bem haja!!!