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sexta-feira, 31 de maio de 2013

DESIGUAIS GRAÇAS A DEUS ( OU A ALÁ)







Ainda a propósito do anormal do escritor que afirmou que as mulheres, caixas de supermercado, deveriam ser molestadas sexualmente. Pouco me importa que seja muçulmano, católico, ateu, budista ou judeu. É um anormal e ponto final.

Agora reconheço que uma afirmação deste ( baixo !) calibre tenha reflexos no estatuto da mulher no Islão, que já de si é o que se sabe e inflame ainda mais os extremistas que consideram as próprias mães como seres inferiores.

E o Islão, meus caros ( e sobretudo minhas caras ), não está a quilómetros de distância, não! Está aqui na porta ao lado, nas nossas ruas, nas nossas escolas no nosso trabalho...

A tolerância tem que ser recíproca! Não podemos manter o sentimento de culpa " Cruzadística" que nos leva a atitudes paternalistas e de aceitação de todos os estereótipos culturais, em prol dum alegado respeito pela diferença, manietando e sufocando paralelamente o que durante séculos fomos construindo.

Não afirmo que a civilização ocidental, judaico-cristã, seja superior à muçulmana . Mas a diferença é clara e dever-se-á manter! Porque razão há-de uma mulher ocidental sentir-se ameaçada e ser não raras vezes violentamente atacada por andar na rua com os braços nus ( já nem falo de grandes decotes ou mini-saias!) e nós aceitamos pacificamente que circulem mulher amortalhadas em burkas? Não esqueço aquele caso do polícia que foi acusado de xenofobia e de desrespeito ao autuar uma mulher que conduzia de burka !!

Para os mesmos casos impõem-se direitos e deveres iguais!!

Quando não teremos um maluco a esfaquear as veraneantes nos areais, a fecharem escolas onde existam mulheres e homens em turmas mistas , a obrigarem ao uso de veu e até a molestarem sexualmente as funcionárias dos supermercados!

Este medo do homem árabe perante o feminino ainda um dia há-de merecer um poost.

Para já basta que atentemos nas políticas de integração que devemos implementar sob pena de retrocedermos civilizacionalmente. ( sim em matéria de direitos fundamentais somos superiores!)


quinta-feira, 30 de maio de 2013

DO JORNAL PARA O CIRCO: HISTÓRIA DUM CONTORCIONISTA






Ainda a propósito de circo alguém tem que dizer ao Dr. Paulo Portas que já não tem idade para tanto contorcionismo.
Com a vontade que tem de se manter sempre à tona, agradar a gregos troianos e ETs o homem um dia dá um nó cego nas pernas e nos braços, caramba!!!  Da hérnia já ninguém o livra.
Que saudades do Paulo Portas jornalista e independente!!!!
Paladino dos pobres e oprimidos, utilizando o tom de denunciador incorrupto, PP tem tido neste governo,  um jogo de cintura inigualável.
Verdadeiro ( e único ) homem de Estado no executivo de Pedro Passos Coelho, tem sido um dinâmico Ministro dos Negócios Estrangeiros. Essa é uma justiça que lhe tem de ser feita!
Quando há semanas declarou que jamais aceitaria cortes nas pensões, o povo aplaudiu e ficou ( esperançado!!) à espera que o governo caísse.
Eis senão quando o Ministro de Estado num flick-flack brutal veio afirmar que afinal a coisa era só para troika ver e que se tratava duma medida que jamais seria aplicada! Ai Portas, Portas, quem te viu e quem te vê!! E ainda dizem que o poder não corrompe!! Pode não corromper em termos económicos mas nas convicções....faz cada rombo!!!!

terça-feira, 28 de maio de 2013

O CIRCO DESCEU À CIDADE








Sob palavra de honra que tinha decidido não me pronunciar, até porque concordo com tudo o que se diz e o seu contrário.
Mas o sururu em volta do caso é tanto, os comentários sobre o sucedido assaltam todas as conversas , que não me contive.
Então cá vai a minha acha para a fogueira.
Fui educada a respeitar a Pátria e os seus símbolos . Como tal respeito a figura institucional do Presidente da República , muito embora coloque, cada vez mais,  em causa a sua necessidade. Não obstante não concordar com  este regime semi-presidencial que nem é carne nem peixe muito pelo contrário, o certo é que o primeiro magistrado da Nação é o Presidente da República e como tal digno de todo o respeito.
Respeita-se o cargo, independentemente de ser ocupado por A ou B, por palhaços ou doutores da mula ruça. Sob este ponto de vista sou francamente contra a linguagem utilizada pelo Miguel Sousa Tavares ao referir-se ao senhor Presidente da República.
Mas também sempre me disseram que para se ser respeitado tem que se dar ao respeito.
Ora aqui é que o caso muda de figura!
Tem o senhor Doutor Aníbal Cavaco Silva respeitado o cargo para o qual foi eleito? Dignifica a posição de primeira figura da Pátria?
Não creio! E o pior é que grande parte dos portugueses, mesmo o que nele votaram , também não o crêem .
Como se pode acreditar e respeitar uma figura que  promulga leis com as quais não está de acordo? Ou quando não diz sim nem não mas antes pelo contrário? Ou ainda quando confrontado com um país exangue, onde as instituições se degladiam e se canibalizam, não é capaz de assumir o seu papel de garante  do regular funcionamento dessas mesmas instituições e se mantém ali na corda bamba, qual contorcionista.

O Doutor Aníbal foi a primeira figura a usar publicamente a prorrogativa dos diversos heterónimos: umas vezes falava na condição de presidente do PSD; outras como Primeiro Ministro, outras como o cidadão Aníbal. Resta pois saber a qual dos heterónimos se referia Miguel Sousa Tavares, se bem que agora a lista está renovada : Por vezes apresenta-se como PR outras como o pobre do Silva que tem uma reforma de miséria e se insurge contra os cortes que lhe chegam ao bolso.
Não sei qual será maior insulto, se alguém chamar-lhe palhaço ou ele publicamente queixar-se  de que terá dificuldade em viver com a “magra” pensão, perante um povo que pede esmola e engrossa as filas da “sopa dos pobres”.
É tudo uma questão de identidade. Possivelmente em ambos os casos estaríamos a lidar com o ti Cavaco Silva e como tal fica o insulto pelo insulto.

Afinal entre ursos, palhaços, burros, meninas do arame, ilusionistas e quejandos o circo há muito que desceu à cidade.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

ESTE PAÍS NÃO É- MESMO! - PARA VELHOS


 
 
 
 
Que este não era um país para velhos já se sabia!

Mas a coisa tem vindo a agravar-se de tal maneira que nem para velhos nem para novos. Este é um país desgovernado no qual não se pode, por muito que se queira, viver com dignidade.

Está claro que um dos grupos mais afectados é o dos idosos.

Já não bastavam as contingências da idade avançada ( e aqui  subscrevo a opinião do Woody Allen , relativamente ao envelhecimento e à morte: sou radicalmente contra!!). Agora o frágil Estado Social que tanto nos custou  a erguer e que foi uma das conquistas de Abril, está em risco de colapsar e, como é já norma, as primeiras baixas são os mais desprotegidos e frágeis.

Se bem que a crise tem facetas positivas: as famílias impedidas de manter os seus idosos em Centros de Dia que, em muitos casos eram estaleiros de morte, resgatam-nos devolvendo-os ao seu meio ambiente,  muitos deles recobram um novo fôlego porque lhes são dadas responsabilidades de acompanhamento de netos e bisnetos. É um resgatar de idosos para a vida activa, o que se não fosse violento era francamente positivo. Acontece que  nem sempre este retorno a casa é-lhes benéfico. Os cuidados necessários acabam por não lhes ser dados, o parco rendimento de que dispõem é canalizado para – quantas vezes!!- a sobrevivência da restante família, etc.

Para agravar a situação fala-se duma taxa inscrita num documento oficial apresentado à Europa e que irá recair sobre os que descontaram uma vida inteira. 

Dizem estes nossos políticos profissionais , que na vida nunca fizeram um corneto a não ser andarem pelas Jotinhas a fazerem carreira de carreiristas!,   que a coisa é só para encher papel e que jamais será aplicada.  Ó senhores, mas há alguém que seja tão ingénuo que acredite nisto???? Então acham que os senhores da Troika e quejandos aceitam um documento e não verificam a sua aplicação?

Infelizmente já estamos habituados à mentira política, à falta de vergonha, ao desrespeito pelas mais elementares normas morais. Mas isto somos nós que nos intitulamos ( ainda por cima com orgulho!!) de termos brandos costumes.  Agora vão lá tentar impingir isso aos credores!! Nunca ouviram falar do “pacta sunt servanda”, não? Ah pois…! É o que dá fazerem-se cursos por equivalência. Fica-se com um canudo que só serve para embrulhar castanhas! Ou para enganar o patego!!!

 

Nota: Para que não digam que eu não ensino nada  cá vai a tradução: os pactos( contratos, tratos , acordos) são para se cumprir!!! Ouviram bem?

quinta-feira, 23 de maio de 2013

OS ELOS MAIS FRACOS

Sempre fomos o elo mais fraco, consequência duma estrutura de aparência mais frágil e , sobretudo, devido ao facto da nossa condição de geradoras de vida.


Seja qual for a explicação o resultado nunca foi, como seria de esperar, uma maior protecção da nossa condição de mulher. Contrariamente ao que acontece com as demais espécies que em regra protegem os mais vulneráveis, o Homem sempre olhou o outro pólo como um ser menor em todos os aspectos e como tal susceptível de todo o tipo de exploração.

Dir-me-ão que “isso era dantes” que agora a situação é outra, que as mulheres conseguiram uma equidade que as coloca no mesmo patamar dos homens, que acedem aos mesmos lugares de chefia, que participam civicamente no mesmo plano…

Não nego o caminho percorrido mas não sou tão optimista!

Em tempo de crise e de guerra as mulheres são as primeiras “ baixas colaterais”. E são-no duplamente: de forma real, estatística mediática e na outra, na que se não vê, subterrânea, silenciosa e muito mais mortal.

As duas mulheres, a paquistanesa Asma Jilani Jahangir e a médica alemã Monika Hauser, que esta semana discursaram na Assembleia da República ao receberem o prémio Norte-Sul do Conselho da Europa , denunciaram actos que nos chocaram mas que remetemos para o longínquo das situações que só acontecem “ lá fora”.

Esquecemo-nos que em Portugal os casos de violência sobre mulheres têm vindo a aumentar de forma assustadora. E esses são apenas a ponta do iceberg!

As primeiras vítimas desta crise que nos assolou , foram as mulheres. Foram elas as primeiras a serem despedidas, a dependerem economicamente de outrem e como tal a submeterem-se mudas à exploração mais hedionda.

No outro prato da balança ficam as inúmeras que passaram a “cabeça de casal” ( como detesto esta expressão!! ) , trazendo para casa o único rendimento familiar, desdobrando-se em múltiplos trabalhos para conseguirem manter coesas as famílias , assegurando as lides domésticas , o acompanhamento dos filhos, desgastando-se e esquecendo-se de si próprias.

Nas profundezas do silêncio, ficam os casos de violência e exploração, confinadas ao recato das famílias. As violações consentidas por lei que ocorrem no seio dos casamentos, não são menos degradantes, violentas ou condenáveis!!

Já para não falarmos não excisões praticadas no nosso país que, por serem casos pouco numerosos e acontecerem em dentro de etnias minoritárias, ficam no esquecimento e no desconhecimento das estatísticas.

O prémio Norte-Sul e os testemunhos daquelas duas mulheres deverão fazer-nos pensar e agir aqui, neste país que é nosso, de todos e de todas, no imenso percurso que falta fazer para que a humanidade seja mais humana e equitativa.

Nada está conquistado! Enquanto houver uma mulher submetida, espancada, violada, violentada moral e fisicamente, não podemos considerar-nos humanos! É preciso fazer mais, investir na educação das novas gerações, agravar as penas e, sobretudo, não calar, não pactuar com o silêncio de tantas inocentes que precisam duma voz que denuncie o seu calvário.

terça-feira, 21 de maio de 2013

BACK IN BUSINESS AGAIN








De vez em quando dão-me uns vipes e desapareço! Zango-me com o blogue, com a escrita, com a opinião.


" Que se lixe! A malta fala, fala, escreve e rescreve e isto não muda!!Vou mas é ver a Guerra dos Tronos que sempre é ficção!"

Mas fico a remoer , a observar, e o espírito vai enchendo -se de indignação, de raiva, de tristeza mas também de alegria, ternura, prazer. .. E é quando já não é possível conter o que me vai na alma que extravasa e... pimba! Back in Business Again!



E como estamos na Primavera ( dizem!) e esta é uma boa altura para estabelecer propósitos de nova vida, comprometo-me a um post diário. Vamos lá ver se consigo manter a disposição por muito tempo!...

Mas um blogue é isto mesmo: um diário digital, um jornal só nosso e dos ( poucos) que nos lêem. Como tal... Here we go again!



Ah sim e um grande bem haja a quem me deu o “pontapé de re-saída” ( salvo seja!!!)