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quarta-feira, 23 de março de 2011

MAS ERA PRECISO TER T....!!

O J.N. publicou hoje o comentário dum velho militante do PS,Henrique Neto, sobre a crise política que se adivinha. Chamo-lhe velho, não com desrespeito ( tou mesmo  a ver os comentários que velhos são os trapos e etc!) mas porque a palavra "histórico" tem um cunho de desactualização que não faz jus à visão desassombrada e clara do velho militante.
Diz ele e com toda  a propriedade, que o P. da República deveria recusar-se a aceitar a demissão do actual Primeiro Ministro, pelo menos até ao próximo Concelho Europeu. Numa palavra : fizeste a trampa agora limpa-a.
Pois, isso era o ideal: por um lado o País apresentar-se -ia na Europa com um governo ainda em funções, por outro responsabilizavam-se os políticos ( os actuais e os vindoros ) das acções que praticam.
Sim porque não se pense que o dia de amanhã trará, como por milagre, a bonança que se segue à tempestade! Era bom era!! Aliás alguém sabe quais são as intenções do PSD e mais concretamente de Pedro Passos Coelho, em relação ao futuro e ao rumo que o país deverá tomar? Sabemos que de imediato pretendem recusar as medidas do PEC4 e consequentemente assumir a liderança dum novo governo. PPC assume-se já como Primeiro Ministro, mas... alguém sabe realmente qual a estratégia  que pretende pôr em prática? Receio bem que nem ele próprio tenha alguma ideia clara. O que para si é urgente, real e claro é que pretende ser Primeiro Ministro e dar assim uma bofetada interna no seu partido e ascender ao ( segundo!) lugar cimeiro da política portuguesa. Nada mais nada menos que o desejo de qualquer jotinha que desde sempre teve como objectivo  profissional o ser político.
Tem de facto razão Henrique Neto. O PR deveria de facto tomar uma atitude firme mas, como ele próprio afirma e é do conhecimento geral, o sr. Cavaco não é homem para grandes nem corajosos voos. Além que é de ressentimentos, amuos e vinganças. Veja-se o que aconteceu com  Saramago. 
Jamais perdoará a Sócrates o ter sido olimpicamente ignorado neste processo. Além disso não poria em risco a trabalheira que teve para conseguir içar o partido a que pertence ao patamar de elegível.
E finalmente para tomar uma tal atitude era preciso tê-los. Coisa que ainda não vimos( salvo seja!!!)

terça-feira, 22 de março de 2011

CRISIS WHAT CRISIS?

Lembram-se desta canção dos SUPERTRAMP ? Ok, não são os Deolinda mas também não são maus de todo! Além disso cantam em Inglês, o tema é actual e....já têm uns anitos o que lhes dá uma bela patine. Tal qual a nossa crise que já tem, mais do que patine, uma camada de poeira que a reporta a séculos e séculos atrás. Daí que não se entenda esta histeria colectiva ácerca da crise. Afinal já devíamos estar habituados! Deveríamos até ter um plano de contingência para fazer face ás inevitáveis crises que nos assolam ciclicamente , como temos para os terramotos. Não, espera! também não temos plano de resposta a terramotos e outras catástrofes... Bom, mas não é grave. Afinal o último terramoto foi em 1755, ao contrário da última crise que foi no mês passado e que substituiu a do mês anterior que por sua vez se sobrepôs á do outro e assim sucessivamente na mais profunda noite dos tempos.
O que eu não consigo entender é que todos acenem com o espectro da crise ao mesmo tempo que tudo fazem para a provocar.
Veja-se por exemplo o nosso Presidente. Enquanto andou em campanha, alertou para a necessidade de tudo se decidir numa primeira volta ,uma vez que o país não suportava o encargo de mais eleções. Devia já estar a prever as legislativas que tão logo se apanhou em pleno discurso de tomada de posse vá de agitar .
Entretanto a presente crise política instalou-se não por imperativo nacional de resolução da crise económica que se arrasta e nos arrasta com ela, mas por questões meramente formais e que se traduzem em bom português por amuos. Amuou o lider do maior partido da oposição por não ter tido conhecimento antecipado do PEC4, amuou o Presidente pela mesmíssima razão   muito embora tenha cá para mim que deve estar a esfregar as mãos de contente uma vez que agora tem o argumento perfeito para fazer o que já tinha anunciado. Amuou o nosso Primeiro porque ninguém lhe dá o valor devido nem lhe faz a justiça de entender e apoiar o esforço hercúleo que tem feito . E pronto está armada a bernarda.
Pedro Passos Coelho já fala de governo de coligação com um discurso de Primeiro Ministro.
Paulo Portas já se pôs aos saltinhos sabendo como sabe que será essencial num governo onde o PSD não terá maioria absoluta.
Sócrates arrasta-se lamentando a ingratidão do povo e ensaiando já um discurso de oposição.
Enquanto isto o senhor Presidente remete-se ao silêncio , refugiando-se numa suposta torre de marfim à qual ascendem os que são presidentes e a si mesmo se tratam como tal.
Mas afinal o que há de novo neste cenário?
Ah sim: os trabalhadores que tinham os salários congelados viram-nos derretidos em 10%. Pois, mas isso são danos colaterais!

terça-feira, 15 de março de 2011

E VIVA O DESPORTO DA(S) MASSA(S)

Quem estava à espera de ouvir o soit disant , Engenheiro Sócrates anunciar ontem  a sua despedida, teve uma enorme desilusão. Não foi o meu caso! Nem ele nem sus muchachos que deram mau nome ao meu partido, algum dia me iludiram e como tal poupam-me a desilusões. É aliás a única vantagem que lhes encontro.
Mas de facto ainda me consegue surpreender. É verdade! De cada vez que penso que o homem já bateu no fundo do descaramento, da petulância, que já nada mais pode  fazer para conspurcar a política , zás, qual mágico consegue tirar da cartola mais uma que não lembra ao careca( que me perdoem os ditos).
Ontem enquanto nos queria fazer crer com toda a veemência , na relevância nacional das medidas do PEC4 ( isto começa a parecer-se fortemente com uma sequela de filme de terror . Allien 1; Allien2,.... Allien 351 ), autorizava  a redução do IVA de 23% para6% nas tarifas e artigos do golfe.
Parece-me bem tratando-se como se sabe dum despporto de massa(s). Agora penso que seria de rever aquela hoistória do IVA da Coca Cola. Bem sei que foi cabeça de cartaz para a justificação do agravamento do imposto sobre o cabaz alimentar básico, por contraponto ao leite achocolatado. Agora francamente, de que vale ter um desporto popular como o golfe a preço módico, se a Cuba Livre nos fica num dinheirão??
Como não conseguiu entrar na Ordem , Sócrates lança a escada ao Clube de Golfe dos Engenheiros

quinta-feira, 10 de março de 2011

SEM ESPINHAS!

Da imprensa de hoje retenho duas notícias que, à primeira vista, nada têm a ver uma com a outra.

A primeira é sem dúvida , o discurso do senhor Presidente da República e as reacções que desencadeou.
Não comentando as gaffes mais ou menos inocentes do protocolo que arremessaram o PM para nono na lista dos cumprimentos, coisa à qual o próprio não foi de cerrteza alheio, o discurso foi tudo menos inócuo. Ao contrário do último mandato do seu autor que, como estamos bem lembrados, colocou o nim no novo acordo ortográfico.
De destacar o apelo à juventude, à rasca ou não, para que se manifestasse, para que viesse para a rua. Ora se a magistratura do PR é, essencialmente uma magistratura de consenso este apelo é no minimo controverso, dando razão aos que viram neste discurso, não o PR equidistante e soberano mas sim o lider partidário , cuja função será abrir caminho para a transição.
Talvez o que mais me custou ouvir foi a referência ao e cito :" potencial competitivo de sectores como a floresta, o mar, a cultura e o lazer, as indústrias criativas, o turismo e a agricultura, onde detemos vantagens naturais diferenciadoras". Esclareçam-me: este não é o mesmo senhor que quando foi Primeiro Ministro desbaratou o nosso sector primário, vendendo-o à Alemanha e à França, com o argumento imediatista e popular dos subsídios para a destruição do que era nosso? Vem agora dizer que  " a redução do défice alimentar é um objectivo que se impõe levar muito a sério, tal como a remoção dos entraves burocráticos ao acesso da iniciativa privada à exploração económica do mar." ?
É de facto penoso, preocupante e até ultrajante a falta de memória dos nossos políticos!! As suas opiniões mudam, não com os ventos, mas com o cheiro que emana dos vários poderes.

E a outra notícia foi a descoberta que a ciência fez sobre a evolução do pénis humano e a sua perda gradual de espinhas. Ao que parece facilita a penetração!



terça-feira, 1 de março de 2011

A VOZ DO REI

Desta vez não me apanharam com os olhos do tamanho de pires a ver o Oscares até às quinhentas!!! Graças às novas  tecnologias pude dormir descansadinha, enquanto o aparelho lá ia gravando a cerimónia que ontem, cedo e a boas horas, vi muito enroladinha na minha manta preferida e de chávena de chá na mão. Tanto pior se já conhecia os vencedores!! Afinal os Óscares são gala, glamour e espectáculo. O resto é uma estatueta ( bem feia por sinal! ) e agradecimentos às caras metade das quais se irão divorciar passadas semanas mas que foram " imprescindiveis, incontornáveis , no seu apoio, benza-as Deus".
Pois eu este ano quase que fiz o pleno. Senão vejamos : vi o " Alice no País das Maravilhas" do Tim Burtom que, se não me encheu as medidas também não me fez bocejar ou chorar o preço do bilhete o que já não é mau.
Vi o " Cisne Negro" que me prendeu ao ecran do início ao fim. Os bastidores da companhia de bailado transportaram-me ao tempo em que queria ser bailarina ( não queríamos todas?). Está bem, é a história duma mulher com um  enorme desiquilibrio emocional, controlada por uma mãeque projecta na filha as suas frustrações mas lá que é um belo filme lá isso é. Até a actriz principal que sempre me pareceu um pãozinho sem sal se revelou de tal maneira que arrecadou  a estatueta. Merecida.
Assisti à "Origem", uma película que me deixou assim sem saber muito bem como. Um misto de Matrix e Lara Tomb mas com uma espectacularidade  inegável.
Vi o " Discurso do Rei" na noite em que era galardoado com 4 Óscares e... amei!! Um filme simples do ponto de vista dos efeitos especiais, aparentemente parcimonioso em recursos mas duma beleza conseguida com base em interpretações sublimes. O espectador é levado a uma empatia tal com o pobre rei gago que dá por si a tentar concluir as frases que não saem ao monarca.
Um filme que me fez pensar nas resiliência e em como esta está tão longe da maioria dos nossos dirigentes. O percurso dum rei que reconhecendo o seu handicap e sabendo o impacto que tal teria nos súbditos, decide-se a tudo fazer para se ultrapassar. Para não ser alvo de chacota, sem dúvida. mas sobretudo para poder assumir, sem hesitações, o seu papel de voz do povo.
Por algumas horas fui completamente monárquica.