segunda-feira, 26 de abril de 2010




CLANDESTINIDADE IV


Teus lábios têm o sabor
(doce)
dos frutos roubados,
comidos a medo
por entre olhares velados.

Tuas mãos têm o toque
(suave)
do que é efémero,
daquilo que não chega a chegar
para logo partir,
num beijo último
...de fugida,
num afago
...breve
que nem se chega a sentir.

Agora é tempo!
Uma mão na saída
um olhar rápido que tudo envolve,
o que passa,
o que fica,
o que já não virá por ser tarde.

Uma corrida,
uma fugida,
e entramos na realidade.

O que passou, passou.
Nem cartas,
nem fotos,
nem uma flor apanhada
esmagada entre as folhas dum livro,
nem sequer uma concha...

É um amor sem passado e sem futuro,
Tão somente
com um pouco de presente e é tudo.

1 comentário:

  1. DO OUTRO LADO DA VIDRAÇA
    (ou do reverso da medalha)

    De pé… só!
    Olha os filhos que tiveram a dois!!!
    Sente como ela se afasta
    É ‘pra quebrar ... ou é ‘praguentar?
    Não és sequer homem!
    No entanto é aqui que voltas, passada a febre.
    Dói! É faca que corta até à medula.

    Mas o fogo passageiro,
    Que tão bem sabe,
    Afinal é a mentira,
    É semente de divisão e humilhação

    De pé… só
    E dividido,
    Sentindo que basta um passo,
    Que basta pôr a descoberto a trama … e tudo se quebra.
    Decide dar um passo.
    Para ficar de novo à espera.
    Ainda não foi desta. Afinal não vai quebrar.
    De pé …

    É quem trai que cai,
    Não é quem fica de pé.
    A esperança e o amor estão por cima da traição,
    Acabam por triunfar.

    Cá te espero. Talvez isto seja amor!

    (Bruce Lee)

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