segunda-feira, 9 de março de 2009

CARA OU COROA ?

Precisamos de imigrantes para assegurar as pensões que, nas perspectivas mais desastrosas, não ultrapassarão os 45% do montante do último salário auferido no activo.
Daí que, quer a Europa no seu todo quer Portugal em concreto, se vejam a braços com uma dictomia terrivel: por um lado o envelhecimento da população que projecta um futuro negro para os activos do presente. Por outro, uma crise de emprego que, nalguns países começa já a ter uma contestação social com contornos de xenofobia.
Os recentes conflitos no Reino Unido perante a contratação de imigrantes em deterimento dos nacionais, fazem prever que, situações em tudo semelhantes se venham a verificar nos diferentes países de acolhimento.
Com níveis de desemprego assustadores, muitos começam já a questionar as quotas de imigração aprovadas e os procedimentos para a contratação de mão de obra estrangeira. Evidentemente que esta última é mais barata, menos reinvindicativa e não raras vezes bem melhor qualificada.
E nem os requisitos da colocação dos lugares a concurso em primeira mão para nacionais e em seguida para comunitários e só depois para extra comunitários, obsta a um certo dumping social enviesado que vai preterir os primeiros em favor dos últimos.
Com vantagens inegáveis para um certo progresso e rejuvenescimento da sociedade europeia,mas com riscos imensos de conflito socialmais grave a cada dia que passa .
Em termos de imigração importa definir os objectivos nacionais de acordo com interesses a médio e a longo prazo e actuar-se em conformidade.
Se o objectivo nacional imediato for um rejuvenescimento da população então há que abrir frionteiras, pois que os números não mentem e o aumento da natalidade verificada de 2007 para 2008 deveu-se em 87% a uma segunda geração de imigrantes.
Mas se de imediato há que fazer face ao problema do desemprego e desagregação social, então aí dever-se-á considerar a prudência como a melhor aliada e refrear a onda de imigração para a Europa.

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